Notícia 06/02/2017

MS: "Má gestão e perda de verbas"

O setor da saúde teve, em 2016, o menor repasse de verbas em cinco anos. Entre as causas, está a falta de planejamento das gestões Bernal e Olarte. 
A falta de planejamento pode trazer danos seríssimos ao cidadão. A afirmação pode ser comprovada por números divulgados ontem pelo Correio do Estado. Eles apontam que o setor da saúde recebeu, no ano passado, o menor repasse de verbas federais em cinco anos. Não é preciso ser nenhum especialista para entender que a má gestão dos ex-prefeitos Alcides Bernal e Gilmar Olarte está diretamente ligada aos inúmeros problemas que podem ser constatados em postos de saúdes e hospitais de Campo Grande. 
O desfalque de recursos destinados exclusivamente para a saúde foi de R$ 125 milhões, quando comparados os valores dos anos de 2012 e 2016. O que torna esta constatação ainda mais grave é que há cinco anos, a população de Campo Grande era menor e, muito provavelmente, a demanda por atendimentos, medicamentos e cirurgias, também. Foram R$ 467,9 milhões transferidos da União para a Capital em 2012, enquanto no ano passado, o valor total foi reduzido a R$ 342,8 milhões. 
Com maior procura por serviços públicos de saúde, e menos dinheiro em caixa, o caos nos postos, hospitais e unidades de pronto atendimento (Upas) foi definitivamente instalado. Foram incontáveis reportagens publicadas no ano passado, por este jornal, apontando falta de remédios, pessoas que morreram em postos à espera de leitos de unidade de tratamento intensivo (UTI), escassez de médicos de todas as especialidades, e até, pasme, descarte de material coletado para exames. 
O atual secretário de Saúde, Marcelo Vilela, explicou parte da origem desta redução drástica de verbas para o setor, essencial na administração pública, e no bem estar do cidadão. Segundo ele, desde 2012, somente os recursos que já estavam previstos foram repassados, e ao longo dos últimos anos, os administradores públicos não tiveram a iniciativa de apresentar novos projetos, nem mesmo, solicitar mais recursos para ajudar a solucionar os problemas que eram constantes e crescentes. 
A outra parte do problema, claro, tem explicação na crise econômica. É de conhecimento de todos que a a arrecadação da União tem caído desde 2015. Porém, a incompetência das equipes dos últimos prefeitos fica latente ao verificarmos que nos anos de 2013 e 2014, períodos em que a arrecadação de impostos federais teve dados positivos, também houve queda no valor repassado para a Capital. 
A redução drástica no volume de repasses também demonstra, na mesma proporção, o tamanho do desafio da atual gestão. Vilela já apresentou um caminho: buscar novos repasses, e parar de depender somente de antigos planos e propostas. A realidade de Campo Grande é outra, segundo ele. 
Esperamos, de fato, que esta realidade mude, para melhor, e que um dia, o drama daqueles que precisam de atendimento médico e não encontram, deixe de existir. Para que isto ocorra, é preciso boa gestão. 

Fonte: (Correio do Estado)

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