Notícia 13/03/2017

Medicamento terá um reajuste de até 4,76%

Com base na inflação de fevereiro, a Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa) estima em 4,76% o índice máximo de reajuste para medicamentos. Outras duas faixas inferiores também estão previstas e foram estimadas em 3,06% e 1,36%. A média dos reajustes está novamente abaixo da inflação, fato que se repetiu quase todos os anos desde 2005. 
“O reajuste não é totalmente aplicado, na prática, porque a concorrência de mercado resulta em descontos expressivos nas vendas em farmácias. E existem descontos obrigatórios para o governo, além de abatimentos negociados”, ressalta Antônio Britto, presidente-executivo da Interfarma. 
Os índices de reajuste são calculados com base no IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo), divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Também entram na equação fatores de produtividade e de concorrência, apontados pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos). 
Ano passado, o índice acabou sendo mais alto, de 12,50%, porque o país passava por um período de alta na inflação. A indústria farmacêutica também havia sido impactada pelas variações do câmbio e pela alta da energia elétrica – todos fatores previstos no cálculo oficial para o índice de reajuste. 
Planos de saúde 
Entre 2005 e 2016, a indústria farmacêutica teve permissão para reajustar em até 77% o preço dos medicamentos. Contudo, o IPCA do período foi de 103% – diferença de 26 pontos percentuais. Os planos de saúde, por exemplo, registraram aumento médio de 177% nesses anos, índice acima da inflação e bem acima do índice concedido ao setor farmacêutico. 
“É importante para o setor haver segurança jurídica e estabilidade nas regras do jogo, ou seja, ter uma fórmula conhecida e seu calendário respeitado”, afirma Britto. 

Fonte: (Bahia de Valor)

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