Notícia 10/12/2020

Câncer: perto de ser uma doença crônica

 Pioneira na imunoterapia, a Bristol Myers Squibb reforça sua atuação por meio de aquisições, forte pesquisa e desenvolvimento e com um trabalho que coloca o paciente no centro das decisões
Gaetano Crupi, presidente e gerente-geral da empresa biofarmacêutica Bristol Myers Squibb (BMS) no Brasil, é categórico quanto ao futuro dos tratamentos para uma das dez enfermidades que mais matam no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). “O câncer será uma doença crônica com tratamento e cura”, diz o executivo. A previsão é baseada nos avanços que a companhia, uma das cinco maiores do mundo no segmento farmacêutico, tem feito no tratamento de alguns tipos de câncer.
A BMS tem sua matriz nos Estados Unidos e acumula 76 anos de história no Brasil. É conhecida pelo grande público por ter contado, no passado, com marcas como Luftal e Naldecon, vendidas em 2013. Desde 2007, a empresa tem consolidado a estratégia de se especializar no desenvolvimento de medicamentos de altíssima complexidade. No mercado brasileiro, a empresa biofarmacêutica tem em seu portfólio 13 produtos de última geração que atendem as necessidades médicas de pacientes com doenças graves, como melanoma (um dos tipos mais graves do câncer de pele), tumores hematológicos e doenças imunológicas ou auto-imunes.
A construção dessa nova jornada na BMS contou com uma série de estratégias importantes. Uma delas foi a decisão de ter o paciente como centro das decisões, com a ciência como meio para ajudá-lo. Todos que trabalham na companhia sabem que devem orientar seu olhar nessa direção e ter em mente que podem fazer a diferença na vida de quem está na outra ponta do negócio e depende de soluções que melhorem sua saúde.
Com atuação global, a companhia tem buscado somar conhecimento ao seu forte braço de pesquisa e desenvolvimento, por meio de aquisições, e assim oferecer o que há de mais inovador para o paciente. “Entendemos que a ciência ajuda na sobrevida dos pacientes e ela pode estar espalhada em vários lugares”, comenta o presidente da BMS no Brasil.
No ano passado, foi anunciada a compra da Celgene, que fortaleceu ainda mais sua atuação no segmento de biofarmacêuticos voltados ao tratamento de tumores hematológicos. Em outubro, foi a vez da aquisição do laboratório farmacêutico MyoKardia, com o objetivo de aumentar as opções de medicamentos para doenças cardiovasculares graves.
Esses novos negócios vão reforçar ainda mais as frentes de trabalho dedicadas à pesquisa.
A BMS foi pioneira na área de imunoterapia, sendo a primeira a lançar seu uso isolado, e é a única a dispor de imunoterápicos combinados para o tratamento do câncer. Exemplo disso, no início de dezembro teve aprovada a combinação para o tratamento do mesotelioma, tipo de câncer raro relacionado ao contato com o amianto e que atinge a membrana que reveste o pulmão.
Os medicamentos imunoterápicos permitem que o próprio sistema imune do paciente produza anticorpos que vão combater as células doentes. Hoje essa tecnologia inovadora já é usada, por exemplo, para tratar o melanoma, câncer de pulmão, câncer renal e o mesotelioma.  Além de não apresentar os mesmos efeitos colaterais de outros tratamentos – como quimioterapia -, a imunoterapia aumenta a sobrevida e a qualidade de vida dos pacientes e pode representar a cura em alguns casos.
Reconhecimento
O pioneirismo no desenvolvimento dessa nova classe de medicamentos foi reconhecido em 2018, quando o americano James P. Allison e o japonês Tasuku Honjo, receberam o Prêmio Nobel de Medicina pelo trabalho desenvolvido na área da imunoterapia, graças a descoberta de mecanismos de resistência tumoral que deram origem à terapias de combate ao câncer com base em drogas que ativam importantes funções do sistema imunológico.
“Jovens, mulheres, deficientes, negros, LGBTQIA+... temos olhado para esses grupos com o objetivo de eliminar barreiras e trazer a contribuição de cada um pela sua autenticidade, capacidade e comprometimento. Vamos chegar à liderança não pelo número, mas pela cultura na qual acreditamos”, Gaetano Crupi, presidente e gerente-geral da Bristol Myers Squibb
“A imunoterapia é o caminho, não resta dúvida”, diz Crupi. Tanto é assim que, como lembra o executivo da BMS, vários laboratórios têm feito pesquisas e o assunto tem dominado os principais congressos médicos de oncologia. “Hoje, como comentou um grande especialista brasileiro, não se fala mais sobre sobrevivência ao se sentar diante de um paciente com melanoma, mas da probabilidade de cura. É algo fantástico.”
Diretora médica da BMS, Maria Angélica Pavão detalha o motivo de a nova classe de medicamentos ser tão importante. “A imunoterapia é um marco na história do tratamento do paciente com câncer, porque permite ao sistema imune se tornar capaz de atuar contra as células tumorais. Em vez de o medicamento agir no tumor, tem como alvo a estimulação do sistema imunológico permitindo assim a geração de uma memória imunológica duradoura.”
Além dos imunoterápicos, disponíveis para o tratamento de alguns tipos de câncer, hoje é possível fazer a combinação desses com os quimioterápicos e outras drogas – a decisão é do médico que acompanha o paciente e avalia a melhor indicação.
“Com essa sinergia, a resposta dos pacientes é ainda mais positiva e mais permanente. Se no caso do melanoma, em um paciente tratado com imunoterapia a resposta imunológica se estendia por cinco, seis anos, hoje, com a combinação de um segundo agente imunoterápico, com mecanismo de ação complementar, estamos falando potencialmente de uma década.  Sem tratamento nenhum, por causa da sua agressividade, essa sobrevida seria de seis a sete meses”, detalha a diretora médica da BMS.
Hoje, os tratamentos desenvolvidos pela BMS e as empresas adquiridas por ela têm muita relevância em oncologia, hematologia, imunologia e em medicamentos para doenças cardiovasculares, que aparecem na lista da OMS como a principal causa de mortes no mundo.
Diversidade e inclusão
Todo esse esforço da BMS em desenvolver as melhores alternativas de tratamento para os pacientes tem chegado a resultados pioneiros porque, além de valorizar o conhecimento e os avanços da ciência, a companhia tem criado um ambiente favorável à diversidade e à inclusão, dentro e fora dos muros.
A empresa assumiu o compromisso global, por meio da Bristol Myers Squibb Foundation, de investir a partir de 2020 um total US$ 300 milhões para otimizar os esforços em Health Equity, ou Equidade na Assistência à Saúde, e Diversidade & Inclusão. Os recursos desse programa, com duração de cinco anos, vêm sendo destinados a uma série de ações para expandir a diversidade entre os colaboradores e a representatividade nos cargos de alta liderança. Mas a iniciativa vai além e inclui a diversidade também nos ensaios clínicos, com uma maior abrangência de perfis de pacientes que participam das pesquisas e a inclusão de pessoas socioeconomicamente vulneráveis. Para isso, 250 novos investigadores clínicos, de diferentes raças e etnias, vêm sendo treinados para que possam inscrever essa população em seus trabalhos.
A BMS tem investido ainda na equidade na assistência em saúde por meio de programas de conscientização e educação sobre doenças. O objetivo é atingir mais pessoas com risco de patologias graves.
Outro projeto da BMS, o Programa de Diversidade para Fornecedores, tem investido na criação de empregos e na geração de impacto econômico positivo em diversas comunidades. Até 2025, a BMS investirá globalmente US$ 1 bilhão em empresas lideradas por pessoas negras, mulher e LGBTQIA+ e outras empresas com diversidade. A companhia vai ainda desenvolver e capacitar esses empreendimentos por meio de orientação e do fornecimento de bolsas de estudo para programas de desenvolvimento de fornecedores. 

Fonte: (Agência Estado)

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