Notícia 29/09/2017

SP: 20% dos paulistanos sofrem de hipertensão

 

Estudo feito pela Faculdade de Saúde Pública da USP também aponta aumento de índice de diabetes. Má alimentação com vida sedentária e estressante resulta em uma população mais doente. 
Uma pesquisa da Faculdade de Saúde Pública da USP mostra que os moradores da cidade de São Paulo estão indo mais ao médico e tomando mais remédios. Metade dos entrevistados disse que tinha tomado algum medicamento nos três dias que antecederam a entrevista e mais de 20% sofre de pressão alta. 
O ISA (ou Inquérito de Saúde, como é chamado esse estudo) já tinha sido feito em 2003 e 2008. E os dados são bem preocupantes. Os índices de hipertensão, diabetes e excesso de peso subiram de 2003 para 2015, dado da última pesquisa: 
Para os pesquisadores, esses números estão ligados diretamente ao estilo de vida de quem mora na capital. A combinação de má alimentação com uma vida sedentária e estressante resulta em uma população mais doente. 
Um dos coordenadores do estudo lembra que o diagnóstico dessas doenças vem aumentando desde a implantação do SUS, no fim dos anos 1980. Naquela época, o desafio eram as doenças infecciosas e contagiosas. Hoje são as doenças crônicas de tratamento caro e contínuo. 
“A gente não resolve o problema a ponto de poder desativar o serviço”, disse o professor doutor Chester Luiz Galvão César, da Faculdade de Saúde Pública da USP. “Na medida que a população envelhece e que os serviços vão se sofisticando, nós vamos tendo necessidade cada vez maior de investimento na área. Então, é uma coisa que a gente precisa ter consciência, não tem volta.” 
A pesquisa mostra o tamanho do desafio: mais de vinte por cento (20,4%) tem pressão alta, problema grave que chega a atingir mais da metade daqueles que passaram dos 60 anos de idade (54%). O diabetes já foi diagnosticado em quase sete por cento (6,7%) da população ouvida no estudo e atinge 23% de quem tem entre 60 e 74 anos. 
Os pesquisadores ouviram 4.043 pessoas, entre adolescentes, adultos e idosos, nas 5 Coordenadorias de Saúde. A pesquisa foi feita em 2015 e agora saíram os primeiros resultados. 
Colesterol 
O colesterol elevado, presente em 31,8% dos idosos, já assusta por estar aumentando entre jovens, atingindo 3,5% de pessoas com idades entre 12 e 19 anos (veja mais dados no gráfico abaixo). 
A operadora de telemarketing Ananda Silva Santana, de 18 anos, disse que passa seis horas sentada no trabalho. Nesse tempo, come muita besteira. Além de colesterol alto, ela sofre de anemia. “Tem que ter bastante empenho, muita disciplina, bastante foco para mudar”, disse. “Tudo o que não tenho.” 
Mais de 18% dos moradores da cidade que foram entrevistados disseram que se sentiram doentes nas duas semanas anteriores. Muito desse mal-estar entra pela boca e é fruto da soma de escolhas e imposições que feitas diariamente. 
O almoço tranquilo, ou um lanche rápido? A tentação ou a comida saudável? Parar para pensar no que será jogado para dentro pode ser um bom exercício. Melhor ainda é aprender a olhar e conhecer mais de perto o que se come. 
A nutricionista Regina Fisberg, que participou do estudo, analisou a saúde do pingado doce com bolo consumido por muitos no café da manhã. “O problema é que é pouca variedade, não inclui todos os grupos de alimentos”, disse. 
“Aqui basicamente está faltando frutas, e eu poderia reduzir um pouco do açúcar que foi colocado nesse café com leite, que está excessivamente adoçado. E também fazer do bolo não uma refeição diária, variar, e um bolo que tivesse uma quantidade menor de açúcar.” 

Fonte: (G1)

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