Notícia 13/04/2017

SC: Máquina que mede e elabora 'mapa da dor'

 

Equipamento aguarda avaliação do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro). 
Em Santa Catarina, foi criado um equipamento capaz de dar ao médico um mapa e uma escala que classifica o tamanho da dor do paciente. A dor é medida na escala Reitz, o sobrenome do biólogo que inventou a máquina, como mostrou o RBS Notícias. 
O equipamento, na parte superior, registra a altura e o peso. Nas laterais, sensores captam a umidade, temperatura da paciente e do ambiente. Os sensores enviam para uma tela 34 dados diferentes. Os modelos disponíveis até agora, analisavam, no máximo dois dados. 
Uma câmera com infravermelho capta a temperatura da parte do corpo que dói. O software recebe informações sobre o teste físico e de um questionário. Depois, cruza os dados com mais de 600 casos pesquisados, com índice de erro de 2%. 
“Algumas empresas sugeriram para fazer, por exemplo, um analgésico, que diminui de zero a dois RTZ (Reitz) ou um analgésico que diminui até quatro RTZ, cremes que possam aliviar a dor, possa ser calibrado nesse sentido”, disse Felipe Reitz, inventor da máquina. 
Potencialidades 
No caso de uma perícia da Previdência Social, a máquina poderia identificar se a dor que o paciente alega é real - essa foi uma das motivações da invenção. Além disso, pode evitar custos e fraudes para seguradoras. 
“Além de levarmos ao Immetro nacional, que é o órgão que vai certificar e validar o produto, queremos também levar ao governo federal, especialmente ao Ministério do Trabalho, Previdência e ao Ministério da Ciência e Tecnologia, porque trata-se de uma inovação que vai trazer grandes benefícios aos órgãos de governo tanto do estado, município, União, quanto à sociedade brasileira”, disse o presidente do Instituto de Metrologia de Santa Catarina (Imetro-SC), João Cardoso Ecker. 
A máquina da dor está patenteada e, se passar pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), poderá ser vendida para clínicas ainda neste ano por cerca de R$ 200 mil. 
A Associação Catarinense de Medicina e a Sociedade Brasileira de Estudos da Dor não quiseram se manifestar sobre o equipamento. O Inmetro não deu um prazo para uma avaliação.

Fonte: (RBS)

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