Notícia 15/03/2017

MS: TCE vai fazer auditoria na Saúde de Campo Grande

Força-tarefa terá três dias para apresentar um relatório preliminar. 
Fechamento do pronto atendimento no HU piora situação de hospitais. 
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) vai fazer uma auditoria na Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande para apurar os problemas sofridos pela população que dependem da saúde pública. A criação da força-tarefa foi decidida nesta terça-feira (14) e seis servidores terão três dias para apresentar um relatório preliminar. 
Os pacientes voltaram a lotar os corredores e a enfrentar horas para conseguir atendimento desde o fechamento do pronto atendimento do Hospital Universitário, na capital sul-mato-grossense, na última sexta-feira (10). 
O HU também suspendeu exames laboratoriais e cirurgias eletivas. A direção diz que faltam recursos, medicamentos e materiais. A Secretaria Municipal informou que deve se reunir com representantes do hospital na próxima semana. 
Enquanto a situação não é resolvida no HU, nos outros hospitais a situação tem piorado. Na entrada do pronto atendimento do Hospital Regional, um cartaz informa os pacientes de que o local está superlotado, acima de 30% da capacidade. 
A direção do HR só autorizou a gravação de imagens no saguão que também está cheio. 
A mãe da técnica de enfermagem Silvana Dias sofre de enfisema pulmonar e teve uma crise nesta madrugada em Jardim, onde mora. A idosa foi transferida e teve de esperar por cinco horas dentro da ambulância por uma vaga no hospital. 
“Chegamos aqui 4h30 quando foi 8h30, 9h aí que conseguiram leito e colocaram ela para dentro, mas nós ficamos das 4h30 até 9h dentro da ambulância esperando uma vaga”, afirmou Silvana. 
A superlotação impede uma atenção adequada aos pacientes. “Você dimensiona sua equipe de trabalho, tanto médicos quanto técnicos de enfermagem para aquela capacidade instalada”, explicou o diretor do HR Justiniano Barbosa. 
O problema é parecido no maior hospital do estado, a Santa Casa. De sábado até esta segunda-feira, 885 pacientes foram atendidos, 30% mais que no mesmo período do mês passado. 
Na pediatria, a situação estava mais tranquila à tarde com 10 pacientes, mas de manhã havia 22. Todas as áreas do pronto-socorro estão cheias. 
“Vivemos uma situação em que é melhor você prestar atendimento, medicações e avaliações de especialistas no corredor do que deixar ele no lado de fora ou numa assistência péssima do lado de fora do hospital”, disse o médico intensivista Rodrigo Quadros.

Fonte: (G1)

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