Notícia 21/07/2020

MS: Estado registra em julho quase o dobro das mortes por covid de junho

 Em 20 dias de julho são 138 mortes provocadas pelo novo coronavírus, contra 70 em todo o mês de junho.
Mato Grosso do Sul teve nesta segunda-feira (20) mais 6 mortes de pessoas com covid-19 confirmadas pela secretaria estadual de Saúde (SES). O estado soma agora 228 óbitos em razão da doença, sendo 138 somente nestes 20 dias de julho, o que representa quase o dobro das 70 contabilizadas em todo o mês de junho.
Destas 6 mortes provocadas pelo novo coronavírus, 4 são de pessoas que moravam em Campo Grande. Foram 3 mulheres, com idades de 51 e 71 anos e duas delas não tinham comorbidades. Uma terceira sofria de doença cardiovascular crônica e asma. Já a quarta vítima da capital, era um homem, de 55 anos, que tinha diabetes.
Os outros 2 óbitos são de moradores do interior do estado. Uma mulher de 43 anos, de São Gabriel do Oeste, que sofria de doença renal crônica e uma mulher, de 48 anos, de Aral Moreira, que tinha doença cardiovascular crônica e câncer.
O secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, lamentou as mortes e voltou a se preocupar com esse crescimento no número de óbitos provocados pela covid. Lembrou que a taxa de letalidade chegou a 1,4% no domingo e mantém esse mesmo índice nesta segunda-feira.
A SES apontou também no seu boletim epidemiológico da covid, 234 novos casos da doença nesta segunda-feira. O estado chegou aos 16.637, um incremento de 1,4%, frente aos 16.403 de domingo. O secretário estadual de Saúde alertou que esses números podem não refletir a realidade, já que nos fins de semana muitos casos deixam de ser confirmados pelas secretarias municipais de Saúde que não trabalham aos sábados e domingos.
Dos casos novos, 69,2%, o que representa 162 registros, são de Campo Grande. Resende reafirmou o que disse no domingo, que a capital e Corumbá, são os principais motivos de preocupação da SES neste momento.
Campo Grande desde o início da pandemia soma 6.216 casos. A cidade tem a maior taxa de ocupação de unidades de terapia intensiva (UTI’s) disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) do estado, 84%. Corumbá aparece logo em seguida, com 63%. A taxa de Mato Grosso do Sul é de 65%.
O secretário comentou que nestes municípios a atuação tem de ser feita para aumentar o número de leitos clínicos e de UTI para atender aos pacientes e ao mesmo tempo monitorar os casos positivos e rastrear os seus contatos para quebrar a cadeia de transmissão do coronavírus.
Ele disse que em Campo Grande, dentro dessa estratégia, foram contratados em parceria com a prefeitura da cidade, mais 5 leitos de UTI e 10 leitos clínicos para atendimento de pacientes com covid-19 no Hospital do Pênfigo.
Resende antecipou que nesta terça-feira (21) vão ser ofertados mais 10 leitos de UTI para pacientes com a doença na Santa Casa e na próxima segunda-feira deverão ser disponibilizados mais 10 leitos de UTI no hospital da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).
O secretário aponta que esses novos leitos visam, sobretudo, desafogar o Hospital Regional, unidade que é referência no tratamento da doença no estado e que nesta segunda-feira estava com 100% dos leitos críticos ocupados, conforme levantamento da secretaria municipal de Saúde de Campo Grande (Sesau).
Das 16.637 pessoas que contraíram o coronavírus no estado, 5.110 são considerados casos ativos. Desse total, 4.762 estão em isolamento domiciliar e 348 estão internados, sendo 168 em leitos de UTI.
Em contrapartida, 11.299 pessoas, 67,9% do total de infectados, já estão curados da doença.
Desde o início da pandemia, a SES aponta que já aplicou 77.302 testes para covid-19. Atualmente o Laboratório Central, em Campo Grande, tem 2.407 testes na fila, aguardando resultado e os municípios tem 6.129 casos suspeitos sem encerramento.

Fonte: (Anderson Viegas - G1)

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