Notícia 22/05/2017

MS: Doações de órgão - Mais recusa de familiares

Aumenta o número de recusa familiar para doações de órgãos 
Em maio, 7 tiveram morte encefálica e seis famílias negaram doações 

Desde o início do ano, 31 pacientes foram diagnosticados com morte encefálica na Santa Casa. 
A quantidade de famílias que rejeitaram doar órgãos de pessoas falecidas aumentou em Campo Grande este ano, de acordo com dados da Santa Casa, maior hospital de Mato Grosso do Sul. Balanço divulgado ontem pela unidade apontou que em maio sete pacientes foram diagnosticados com morte encefálica e seis famílias foram entrevistadas pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOOT), mas apenas uma autorizou a doação. 
Desde o início do ano, 31 pacientes foram diagnosticados com morte encefálica na Santa Casa de Campo Grande, onze deles tiveram recusa médica por conta de alterações em exames clínicos, impossibilitando a doação. Vinte famílias foram entrevistadas pela comissão hospitalar, porém apenas seis autorizaram a doação. 
A coordenadora da comissão, Ana Paula das Neves, explicou que em vida as pessoas podem expressar a vontade de fazer doação de órgãos, informado os familiares, já que após a morte, apenas eles podem autorizar o transplante. “Uma das tarefas mais difíceis para se efetivar uma doação de órgãos é a recusa dos familiares, que, normalmente, fundam sua decisão na alegação de não saber qual desejo do ente falecido a respeito do fato”. 
Em vida, pode ser feita a doação de um dos órgãos duplos como rim, de parte do fígado, de um ou parte de um pulmão e medula óssea. Já após a morte apenas com a confirmação de óbito encefálico é possível fazer os trâmites para doação. O quadro só pode ser confirmado pelo médico após a realização de exames padronizados pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Dois ou mais testes são feitos com intervalo de algumas horas e comprovam a inatividade elétrica e metabólica irreversíveis no sistema nervoso central do paciente. 
Esses exames são baseados em sólidas e reconhecidas normas. Entre outras coisas, os testes incluem um exame clínico para mostrar que o paciente não tem mais reflexos cerebrais e não pode mais respirar por si próprio. 
DOURADOS 
Já o município de Dourados, a 230 quilômetros de Campo Grande, superou a média nacional de captações de órgãos em 2017. Em pouco mais de quatro meses, ocorreram oito captações no Hospital da Vida, que atende pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) de 33 municípios da região. A média nacional é de 1,2 captações por mês. 
Na terça-feira (16) e quarta-feira (17), equipes do Rio de Janeiro e do Paraná estiveram na cidade para novas captações. A primeira captação de órgãos feita no hospital em 2017 foi do guarda municipal Roberto Aparecido Ramos, em janeiro. Ele teve morte cerebral após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC). 

Fonte: (Correio do Estado-20.05)

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