Notícia 14/06/2017

MG: Médicos querem ampliar doenças detectadas pelo teste do pezinho

Atualmente, exame feito em recém-nascidos é capaz de detectar seis doenças; meta de pesquisadores da UFMG é incorporar outras quatro. 
Pesquisadores do Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico (Nupad) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) querem ampliar o número de doenças detectadas pelo teste do pezinho, feito preferencialmente entre o terceiro e quinto dia de vida do bebê. Por meio dele, gotinhas de sangue são colhidas do pé do recém-nascido. 
Atualmente, por determinação do Ministério da Saúde, o exame é capaz de detectar seis doenças: doença falciforme, fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, fibrose cística, deficiência de biotinidase e hiperplasia adrenal congênita. Em Minas, a meta é incorporar outras quatro doenças. 
São doenças que, quanto mais cedo as famílias souberem o diagnóstico, maior a chance da criança não ter uma lesão no cérebro. É que os bebês que têm leucinose, MCADD, acidúria glutárica tipo I ou acidúria metilmalônica não conseguem metabolizar algumas substâncias que podem estar nos alimentos e até no leite materno. Por isso, eles precisam de uma dieta restrita desde os primeiros dias de vida. 
“O prognóstico é outro já que você impede a manifestação dessas doenças. Vai acometer o quê? Sistema nervoso central, vai acometer musculatura, pode acometer o cognitivo, a inteligência da pessoa. Varia de acordo com a doença”, disse a coordenadora do Nupad, Ana Lúcia Pimenta Starling. 
A ideia dos pesquisadores é fazer o teste do pezinho ampliado por um ou dois anos para ver o índice de bebês com essas doenças. E, com os dados, convencer o governo a investir em um exame mais completo. 
A garota Ana Luiza não consegue metabolizar três proteínas, mas a família só descobriu depois que a menina foi parar no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) e acabou tendo sequelas. 
“Se tivesse no teste do pezinho ela já poderia ir começar com a dieta e não ter nenhum problema assim, porque dependendo do tempo que ficasse ali se alimentando com a proteína poderia ter vindo a óbito”, disse a vendedora da Juliana Alves Santos.

Fonte: (G1)

Total de visita(s): 344