Notícia 27/07/2017

Juro básico da economia recua para 9,25% ao ano

Essa é a 1ª vez desde o final de 2013 que a taxa Selic cai para um patamar abaixo de 10% ao ano. Mercado financeiro vê juro básico em 8% ao ano no fim de 2017. 
Copom reduz taxa básica de juros em um ponto percentual para 9,25% ao ano. 
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (26), por unanimidade, baixar os juros básicos da economia brasileira de 10,25% para 9,25% ao ano. Foi o sétimo corte seguido na taxa Selic. 
Com a decisão, que confirmou a expectativa dos economistas do mercado financeiro, o BC manteve o ritmo de redução de um ponto percentual verificado na última reunião, realizada no fim de maio. 
Em 9,25% ao ano, os juros recuam ao patamar de um dígito, algo que não acontecia desde o final de 2013, ou seja, em quase quatro anos. 
A previsão dos economistas das instituições financeiras é de que a taxa básica de juros continue a recuar nos próximos meses e chegue a 8% ao ano no final de 2017, permanecendo neste patamar até 2021. 
Como as decisões são tomadas 
A definição da taxa de juros pelo BC tem como foco o cumprimento da meta de inflação, que é fixada todos os anos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). 
A meta central é de 4,5% para 2017 e 2018, podendo a inflação oscilar entre 3% e 6% nestes anos sem que o objetivo seja formalmente descumprido. 
Normalmente, quando a inflação está em alta o BC eleva a Selic na expectativa de que o encarecimento do crédito freie o consumo e, com isso, a inflação caia. Essa medida, porém, afeta a economia e gera desemprego. 
Quando as estimativas para a inflação estão em linha com as metas predeterminadas pelo CMN, o BC reduz os juros. É o que está acontecendo agora. 
Em razão do fraco nível de atividade, a inflação está bem comportada. No primeiro semestre deste ano, segundo o IBGE, a inflação oficial (IPCA) ficou em 1,18%. Para 2017, o mercado financeiro prevê que a inflação deve ficar em 3,33%, abaixo da meta de 4,5%. 
O que diz o Banco Central 
O Banco Central informou nesta quarta-feira que, para a próxima reunião do Copom, marcada para o começo de setembro, a manutenção deste ritmo de corte de juros, de um ponto percentual, "dependerá da permanência das condições descritas no cenário básico do Copom e de estimativas da extensão do ciclo." 
"O ritmo de flexibilização continuará dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação", acrescentou a autoridade monetária. 
A instituição informou ainda que, no cenário com trajetórias para as taxas de juros e câmbio extraídas da pesquisa Focus, suas projeções de inflação recuaram para em torno de 3,6% para 2017 e 4,3% para 2018. Esse cenário supõe trajetória de juros que alcança 8,0% ao final de 2017 e mantém-se nesse patamar até o final de 2018. 
"O Comitê entende que a convergência da inflação para a meta de 4,5% no horizonte relevante para a condução da política monetária, que inclui o ano-calendário de 2018, é compatível com o processo de flexibilização monetária [corte de juros]", acrescentou, indicando que o processo de redução da taxa Selic deverá ter continuidade nos próximos meses. 
Ranking mundial de juros reais 
Com a redução de juros promovida pelo Copom nesta quarta-feira, o Brasil caiu do segundo para o terceiro lugar no ranking mundial de juros reais (calculados com abatimento da inflação prevista para os próximos 12 meses), compilado pelo MoneYou e pela Infinity Asset Management.

Fonte: (Alexandro Martello - G1)

Total de visita(s): 123