Notícia 18/05/2017

Gravações e crise: Tudo ou quase tudo pode acontecer!!!??

Veja algumas matérias de ontem a noite para a manhã de hoje: 

 
Áudio sugere aval de Temer à compra do silêncio de Cunha 

O presidente Michel Temer foi gravado por um dos donos do grupo J&F, proprietário do frigorífico JBS, falando sobre a compra do silêncio do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ). 
A informação foi dada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal "O Globo", e confirmada pela Folha. 
Temer ouviu do empresário Joesley Batista, da JBS, que ele estava dando a Eduardo Cunha e Lúcio Funaro, um dos operadores da Operação Lava Jato, uma mesada na prisão para que ficassem em silêncio. 
O presidente disse: "Tem que manter isso, viu? 
De acordo com o jornal "O Globo", Joesley levou um gravador para registrar o encontro, no Palácio do Jaburu, ocorrido em março deste ano. Funaro está preso, assim como Cunha, que manteve por anos relação próxima ao atual presidente dentro do PMDB. 
A divulgação do caso lançou o governo em sua maior crise, paralisou a discussão sobre as reformas e gerou questionamentos sobre a capacidade de sobrevivência do Executivo. 
No Congresso e em manifestações de rua, houve pedidos de saída do peemedebista e realização de eleições diretas. 
O Planalto confirmou o encontro com Joesley, mas negou as afirmações do empresário. Nota divulgada nesta quarta (17) diz que Temer "jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio" de Cunha e que não participou nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça. 
Joesley afirmou na delação ter pago para Cunha R$ 5 milhões após a prisão dele, em outubro do ano passado, em um "saldo de propina" remanescente que possuía. 
AÇÃO CONTROLADA 
O processo de delação dos executivos da JBS teve pela primeira vez acompanhamento eletrônico de cédulas de dinheiro, filmagens e gravações, no que se costuma chamar de ação controlada, forma excepcional de investigação policial. 
Esse tipo de ação ocorre quando um criminoso, réu ou suspeito aceita coletar provas para a polícia, com a supervisão direta, apoio tecnológico e eventual intervenção das autoridades policiais no processo. 
A coleta de provas faz parte do acordo de delação, no qual o investigado terá benefícios, como um tempo menor de prisão ou mesmo a extinção da pena. 
INTERMEDIAÇÃO 
A delação aponta também que Temer destacou o deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para intermediar interesses do grupo empresarial no Cade, órgão de defesa da concorrência. 
Desde 2011, ele trabalha com o presidente, quando Temer foi eleito vice na chapa de Dilma Rousseff. Rocha Loures, na época, era chefe de Relações Institucionais da Vice-Presidência. 
Loures foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley Batista, do grupo JBS. 
Joesley e seu irmão Wesley foram ao gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin para selar um acordo de delação premiada na última quarta (10). 
A delação da JBS também menciona o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega como contato da companhia com o PT. 
A JBS esteve na mira de investigações da Polícia Federal em diferentes frentes desde 2016. Na sexta-feira (12), a PF deflagrou operação sobre supostas irregularidades na concessão de empréstimos do BNDES. O juiz responsável, Ricardo Leite, de Brasília, negou um pedido de prisão contra os donos da empresa. 
A empresa teve forte expansão, inclusive fora do Brasil, a partir da década passada e se tornou em uma das principais doadoras de campanhas. 
REAÇÕES 
O presidente começou a esboçar na noite desta quarta estratégia para evitar que o caso desestabilize sua gestão e afete a votação de reformas defendidas pelo governo. 
Em uma tentativa de reação, Temer se reuniu logo depois com ministros, políticos aliados e com o núcleo de comunicação do Planalto para preparar um posicionamento público. 
A ordem era, por enquanto, minimizar as acusações, passar um clima de normalidade institucional e defender que é necessário ainda aguardar a divulgação das eventuais gravações. 
Nos bastidores, contudo, assessores e auxiliares reconhecem que, caso os áudios venham a público, podem criar a pior crise enfrentada até o momento pela gestão peemedebista, que completou um ano na semana passada. 
A avaliação é de que isso pode desmantelar a base aliada e fomentar os partidos de oposição a pressionarem por seu impeachment, já que o episódio ocorreu durante o mandato presidencial. 
Aliado de Temer, Maia encerrou a sessão desta quarta, bateu boca com a oposição e deixou o plenário da Casa transtornado. 
"Não tem mais clima para trabalhar. Só isso", disse o presidente da Câmara ao deixar a Casa pelo cafezinho anexo ao plenário. 
AÉCIO E MANTEGA 
Joesley e seu irmão Wesley foram ao gabinete do ministro do Supremo Edson Fachin para selar seus acordos de delação premiada. 
Segundo investigadores, o senadorAécio Neves (PSDB-MG) foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley e que a quantia foi entregue a um primo do tucano, em ação filmada pela PF. 
Ele nega. 
A delação, diz "O Globo", também menciona o ex-ministro da FazendaGuido Mantega como contato com o PT. 
MERCADO 
Após a divulgação da existência das gravações envolvendo o presidente Temer, os papéis de empresas despencaram no mercado financeiro internacional. 
Fundo que tem como referência ações e títulos de empresas brasileiras negociados nos EUA (ETF do índice MSCI Brasil) iniciou uma derrocada a partir das 19h40 (quando a informação foi publicada pelo jornal "O Globo") e chegou a afundar mais de 11%. 
Um fundo similar, mas no mercado japonês, sofreu efeito semelhante. Até a conclusão desta edição, ele registrava queda de 9% 
Temer e Joesley Batista, em inauguração de fábrica de celulose em Mato Grosso do Sul, em 2012 
O QUE ACONTECE SE MICHEL TEMER DEIXAR A PRESIDÊNCIA? 
Nos dois anos finais do mandato, a Constituição prevê eleição indireta em caso de dupla vacância, ou seja, queda do presidente e do vice por renúncia, afastamento ou morte. 
Quem assumiria a Presidência? 
O primeiro na linha sucessória é o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) –depois vêm o do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e a do STF, Cármen Lúcia. Maia teria 30 dias para convocar uma eleição indireta. 
Quem elegeria o novo presidente? 
Os 513 deputados e 81 senadores, em sessão bicameral, com voto aberto e peso igual para todos. 
Quem poderia se candidatar? 
A Constituição não especifica se as regras de elegibilidade (ser brasileiro, ter 35 anos ou mais, filiado a um partido etc.) se aplicam num pleito indireto. Alguns especialistas defendem que se siga o roteiro geral. Outros, que essas normas não valem aqui. Caberia ao Congresso definir. 
Magistrados poderiam virar presidente? 
Para a turma que aponta buracos na Constituição sobre quem é elegível, sim. Numa eleição direita, só pode se candidatar quem se descompatibilizar do cargo seis meses antes do pleito. 
Diretas Já é algo possível? 
Seria preciso aprovar uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para alterar as atuais regras do jogo. Já há iniciativa afim no Congresso, de Miro Teixeira (Rede-RJ). 
Temer pode ser denunciado? 
Sim, se a Procuradoria-Geral entender que houve crime no mandato atual. Mas a denúncia só chegaria ao STF com autorização de dois terços da Câmara (crimes de responsabilidade, caso de Dilma, também passam pelo Senado). O rito não é ágil.  (Folhapress)

Com grampo, só renúncia ou cassação pelo TSE serão opções para Temer 
A cruz e a espada Comprovada a existência de gravações envolvendo o presidente Michel Temer, aliados e adversários do governo reconhecem que a hecatombe lançada pelos donos da JBS sobre o Planalto legará ao peemedebista só dois caminhos: a renúncia ou o afastamento pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A corte, que julga a cassação da chapa pela qual ele se elegeu, será pressionada a restaurar a “institucionalidade” no país. Ato contínuo, a oposição vai fazer carga por eleições diretas. 
Temos pressa A expectativa no fim da noite desta quarta (17) era de que o TSE fosse convocado a antecipar o julgamento da ação contra a chapa Dilma-Temer, marcado para o dia 6 de junho. 
E agora? No TSE, o clima era de apreensão. O presidente da corte, Gilmar Mendes, estava na Rússia, em missão oficial, quando as primeiras notícias sobre o caso saíram. Um ministro do tribunal disse que havia expectativa de que a delação da JBS fosse comprometedora, mas ninguém imaginava algo tão grave. 
Alto risco Apesar da pressão, a renúncia de Temer é considerada improvável, especialmente pela situação delicada em que o peemedebista poderia ficar, sem mandato, com gravação de obstrução de Justiça na Lava Jato. 
Calma A presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cármen Lúcia, deixou a corte logo cedo nesta quarta-feira. Seu colega, o ministro Marco Aurélio Mello pediu cautela. “Temos que ter serenidade para acompanhar o desenrolar dos fatos.” 
Intuição Joesley Batista também tentou falar com o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), líder do PMDB. O parlamentar não achou “prudente” marcar a conversa, segundo relato de aliados. 
E ele? No fim da noite desta quarta, assessores do governo Temer já afirmavam que “só Henrique Meirelles”, o ministro da Fazenda, poderia evitar que o país fosse “para o vinagre”. O economista atuou para o grupo JBS. 
Blindado Pessoas próximas ao ministro dizem considerar improvável que ele tenha deixado qualquer tipo de digital que pudesse ser explorada em delação na Lava Jato. Meirelles sempre foi reconhecido por ser organizado, metódico e precavido. Se cercou de conselheiros jurídicos por toda a carreira. 
Desilusão Mesmo aliados do senador Aécio Neves (MG) reconhecem que não há clima para ele permanecer no posto de presidente do PSDB. Integrantes da campanha presidencial do tucano, em 2014, choraram com o relato de que ele pediu R$ 2 milhões a Joesley Batista. 
Chico e Francisco Apesar da euforia com as acusações contra Temer e Aécio, a oposição, nos bastidores, se prepara para “fatos novos”, que envolvam integrantes de partidos da esquerda. Um dirigente de sigla aliada ao PT advertiu: “Não para por aí”. 
Oportunidade A Frente Brasil Popular vai fazer do ato contra as reformas, dia 24, em Brasília, um movimento pelas “Diretas já”.  (Painel - Folhapress)

Aécio Aliados admitem que ele perdeu condições de se manter na presidência do PSDB 
Desilusão Mesmo aliados do senador Aécio Neves (MG) reconhecem que não há clima para ele permanecer no posto de presidente do PSDB. Integrantes da campanha presidencial do tucano, em 2014, choraram com o relato de que ele pediu R$ 2 milhões a Joesley Batista.  (Painel - Folhapress)

Agência Estado 
Temer deu aval para ‘comprar’ Cunha, diz JBS 
Donos da JBS, os irmãos Joesley e Wesley Batista, que fecharam delação, teriam gravado conversa; presidente diz que ‘jamais solicitou pagamentos’ a empresário 
O empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, relatou em sua delação premiada que o presidente Michel Temer deu aval a uma operação para comprar o silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso na Operação Lava Jato. Joesley teria gravado o diálogo com Temer, ocorrido no dia 7 de março, no Palácio do Jaburu. A informação foi divulgada na noite desta quarta-feira, 17, pelo site do jornal O Globo e confirmada pelo Estado. 
Segundo o jornal, o empresário disse ao presidente que estava pagando mesada a Cunha e a Lúcio Funaro, apontado como operador do ex-presidente da Câmara, para que ambos ficassem em silêncio sobre irregularidades envolvendo aliados. “Tem que manter isso, viu?”, teria afirmado Temer ao empresário. Joesley e seu irmão Wesley Batista firmaram um acordo de delação premiada. As gravações foram entregues à Procuradoria-Geral da República. 
Em nota, o Palácio do Planalto confirmou o encontro de Temer com Joesley, mas afirmou que o presidente “jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio” de Cunha. “Não participou nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar.” 
Joesley também gravou conversa com o senador Aécio Neves (PSDB-MG) em que o tucano pede R$ 2 milhões sob o argumento de que precisaria de ajuda para sua defesa na Lava Jato. Na delação, o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega é citado como intermediário de propina ao PT. 
Após a divulgação da delação, parlamentares apresentaram pedidos de impeachment do presidente na Câmara. Em São Paulo e em Brasília, manifestantes foram às ruas pedir a sua renúncia. A área econômica já discute cenários sobre o impacto na economia. 
A gravação da conversa em que Temer dá aval para que Joesley pague pelo silêncio de Cunha, preso pela Lava Jato em Curitiba, foi feita por iniciativa do empresário, segundo apurou o Estado com investigadores. 
No diálogo, Joesley teria dito ao peemedebista que estava pagando uma mesada a Cunha e a Lúcio Funaro, apontado como operador do ex-presidente da Câmara, para que ambos ficassem em silêncio sobre irregularidades envolvendo aliados. “Tem que manter isso, viu?”, disse Temer a Joesley. 
Em seu depoimento aos procuradores, Joesley afirmou que não foi Temer quem determinou a mesada, mas que o presidente tinha pleno conhecimento sobre os pagamentos. 
No diálogo, captado por meio de um gravador escondido, Temer teria indicado a Joesley o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS) no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Na conversa, o empresário ainda perguntou a Temer se poderia tratar “de tudo” com o parlamentar, ao que o presidente teria respondido: “Tudo”. 
Em nova gravação entregue aos procuradores, feita em vídeo dias depois, Loures foi flagrado recebendo uma mala com R$ 500 mil que teria sido enviada por Joesley. A conversa e a entrega do dinheiro teriam ocorrido em março. 
Cunha. Além da mesada a Cunha, Joesley disse à Procuradoria-Geral da República que pagou R$ 5 milhões para Cunha após o peemedebista ter sido preso, no ano passado, e que havia combinado dar mais R$ 20 milhões referentes à tramitação de uma lei que beneficiaria a JBS. Joesley contou que já pagava a mesada a Cunha havia alguns meses. O acordo foi assinado por sete delatores. O site O Antagonista informou nesta quarta que a delação premiada da JBS vai atingir 1.890 políticos, de presidente a vereador. 
Diferentemente de outras delações, no caso da JBS, a Lava Jato promoveu “ações controladas”, em que a operação policial é adiada para que seja possível obter flagrantes que possam ser usados como provas nas investigações. Além de filmagens da entrega de propina, as malas ou mochilas em que o dinheiro era transportado foram equipadas com rastreadores e cédulas tiveram seus números informados aos investigadores. 
A delação foi fechada com a PGR e não com a Polícia Federal, que participou do processo a penas quando acionada. Investigadores dizem que as informações abrem várias frentes de apuração, que serão analisadas individualmente. Os investigadores chamam atenção para o fato de a delação de Joesley ser a segunda da Lava Jato a acusar Temer de pedir dinheiro. 
COM A PALAVRA, MICHEL TEMER 
NOTA À IMPRENSA 
O presidente Michel Temer jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar. 
O encontro com o empresário Joesley Batista ocorreu no começo de março, no Palácio do Jaburu, mas não houve no diálogo nada que comprometesse a conduta do presidente da República. 
O presidente defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa, com a responsabilização dos eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos que venham a ser comprovados. 
COM A PALAVRA, O DEPUTADO RODRIGO DA ROCHA LOURES 
O deputado Rodrigo da Rocha Loures (PMDB-PR) está em Nova York, de acordo com sua assessoria. O peemedebista já havia viajado para um encontro com investidores antes da delação feita pelo dono da JBS, Joesley Batista, à Procuradoria-Geral da República. O espaço está aberto para manifestações.  (Andreza Matais - Agência Estado)

Base se cala e oposição pede renúncia de Temer nas redes sociais 
Após a notícia de que o dono da JBS Joesley Batista havia gravado um áudio em que o presidente Michel Temer aparece dando aval para o pagamento de uma mesada ao ex-deputado Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro, a base governista optou pelo silêncio nas redes sociais, enquanto a oposição pedia a renúncia de Temer e eleições diretas. 
Um dos únicos parlamentares de peso da base governista a se pronunciar no Twitter foi o senador Ronaldo Caiado, do DEM. Líder do governo no Senado, Caiado afirmou que espera a renúncia do presidente Michel Temer. Já o senador Roberto Requião, do PMDB -mas que não se alinha a Temer, afirmou que só eleições diretas podem resolver o impasse. 
Do outro lado, deputados e senadores da oposição aproveitaram o mau momento do governo para pedir a renúncia do presidente, exaltar o processo de impeachment, protocolado já nesta quarta-feira, e exigir a realização de eleições diretas. 
O senador Paulo Paim, do PT, pediu eleições gerais diretas e também o arquivamento das reformas trabalhistas e da Previdência. Já a deputada Jandira Feghali, do PCdoB, postou uma nota assinada por partidos da oposição. 
Não podemos deixar o Brasil mergulhar no imponderável. 
— Ronaldo Caiado (@ronaldocaiado) May 18, 2017 
https://t.co/T0cLnedpUP 
Canalhas agora só eleições diretas resolvem. 
— Roberto Requião (@requiaopmdb) May 17, 2017 
Nota da Oposição no Parlamento pede saída imediata de Temer e eleições DIRETAS. pic.twitter.com/w2AGlnkufz 
— Jandira Feghali (@jandira_feghali) May 18, 2017 
Pessoal, vamos cobrar que o presidente da Câmara instale a comissão de impeachment de Temer o quanto antes. #DiretasJá#ChameMolon 
— Alessandro Molon (@alessandromolon) May 18, 2017 
Depois da bomba #Temer#JBS só há um caminho: o arquivamento das reformas previdenciária e trabalhista e #EleiçõesGerais#PátriaSomosTodos 
— Senador Paulo Paim (@paulopaim) May 18, 2017  (Agência Estado)

Valor 
Revelação de gravação coloca Temer 'em alto risco', diz Arko Advice 
A notícia de que uma gravação autorizada mostraria Michel Temer dando aval para comprar o silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) coloca o presidente da República “em alto risco”, segundo a consultoria Arko Advice. “A revelação é muito grave tanto do ponto de vista político quanto por seus aspectos jurídicos, e pode desencadear uma série de eventos potencialmente catastróficos para o governo”, diz nota divulgada pela consultoria na noite desta quarta-feira. “Se as denúncias forem devidamente comprovadas, e tiverem desdobramentos ainda mais negativos, não descartamos a possibilidade de renúncia como forma de abreviar a crise e dar uma chance de recomeço político”, afirma a Arko Advice. A consultoria avalia que o “dramático enfraquecimento político do governo” no mínimo deve atrasar a tramitação a reforma da Previdência e da reforma trabalhista no Congresso. “Não há como prosseguir o debate com suspeitas de tamanha gravidade. Não devemos descartar o abandono da agenda de reformas.” Outra possível consequência do episódio é dar força a manifestações que defendam a saída de Temer do governo e eleições diretas para a presidência, diz a nota. A consultoria também nota que as revelações podem mobilizar a oposição em favor do impeachment de Temer. “O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) já apresentou um pedido. A aceitação depende do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).” Além disso, Temer pode ser investigado por obstrução de Justiça, uma vez que já estava no exercício da presidência quando teria sido gravado pelo empresário Joesley Batista, da JBS, afirma a Arko Advice. Outro ponto importante, segundo a consultoria, é que “o episódio pode afetar o julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), marcado para começar no dia 6 de junho”. Na avaliação da Arko Advice, “se o governo não conseguir conter o dano, o julgamento do TSE pode servir de válvula de escape para a crise e determinar a anulação da chapa Dilma-Temer”. Esse poderá ser “o caminho mais curto para afastar o presidente e resultar numa eleição indireta no Congresso para um mandato-tampão”, diz a nota, que conclui: “Reiteramos que a gravidade dos acontecimentos para a viabilidade do governo Temer dependerá de sua devida confirmação”.  (Sergio Lamucci |- Valor)

Temer perdeu condições de tocar as reformas, diz Eurasia Group 
A consultoria de risco político Eurasia Group emitiu nota na noite desta quarta-feira com comentários a respeito das denúncias de que o presidente Michel Temer teria dado aval à compra do silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, em conversa gravada por um dos donos do grupo JBS, Joesley Batista. Sob o título “Temer está à beira e as reformas, em compasso de espera”, o texto diz que, se comprovadas, as acusações “têm o potencial de mergulhar a administração em uma profunda crise política”. Para os analistas do grupo, há duas conclusões possíveis: que é improvável que o presidente Temer termine seu mandato, porque as acusações justificariam um processo de impeachment, e que a reforma da Previdência vai depender de se encontrar um caminho para sair desta crise política. “O presidente Temer perdeu as condições de continuar a negociar a reforma da Previdência, que estava a apenas 2 semanas de uma votação. Como tal, um novo equilíbrio político precisa ser estabelecido antes que as reformas voltem aos trilhos”, diz o texto. A seguir, a íntegra da nota: “Essas alegações, se comprovadas como verdadeiras, têm o potencial de mergulhar a administração em uma profunda crise política. Em primeiro lugar, é necessário cautela nas alegações. As gravações são supostamente parte de um pacto sendo negociado por um dos proprietários de JBS, Joesley Batista. Mas as gravações não foram divulgadas ao público, por isso agora Temer está negando as acusações (embora tenha confirmado ter se encontrado com Batista). Mas se essas alegações provarem ser verdadeiras, surgem duas conclusões. A primeira é improvável que o presidente Temer termine seu mandato. Estas alegações são fundamentos justificáveis para um impeachment. Mas o resultado mais provável seria que esta crise leve o Tribunal Eleitoral (TSE) a destituir Temer em uma investigação de fraude eleitoral nas eleições de 2014, ou levá-lo a renunciar-se. Sob estes dois últimos cenários, o Congresso teria que eleger um novo presidente dentro de trinta dias. A oposição já está pedindo eleições gerais, mas o Congresso vai resistir a essa opção, o que exigiria uma emenda constitucional, por várias razões, incluindo o potencial de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fazer uma corrida competitiva durante um período de crise econômica. A segunda conclusão é que todas as negociações sobre a reforma da Previdência dependem agora de se encontrar um caminho para sair desta crise política. O presidente Temer perdeu as condições de continuar a negociar a reforma da Previdência, que estava a apenas 2 semanas de uma votação. Como tal, um novo equilíbrio político precisa ser estabelecido antes que as reformas voltem aos trilhos. Dito isto, seria prematuro concluir que a reforma da Previdência está morta. Qualquer presidente eleito pelo Congresso terá fortes incentivos para colocar a reforma de volta a seu rito para construir uma ponte para chegar a 2018. O momento da reforma inevitavelmente será adiado e claramente enfrenta maiores riscos de aprovação. Muito pode depender de como as ruas vão reagir. Mas a queda de Temer não precisa ser equivalente à queda das reformas.” (Valor)

G1 
República grampeada: repercussão e análises das novas denúncias 
Caro leitor, o colunista Lauro Jardim nos trouxe revelações bombásticas capazes de mudar os rumos do país. Preparamos esta edição extraordinária da nossa newsletter para que você possa acompanhar toda a cobertura do grampo que chocou a República. Lauro informou que o presidente Michel Temer foi grampeado pelo dono da JBS dando aval ao pagamento de um cala-boca para o ex-deputado Eduardo Cunha. E mostrou, em outro grampo, o senador Aécio Neves pedindo R$ 2 milhões ao empresário para pagar a um advogado da sua causa na Lava-Jato. O resultado desses grampos será o grande assunto dos próximos dias no país. O GLOBO deu um grande furo hoje. Para um jornal, isso significa muito. Mas, para nós, ainda mais importante que o furo jornalístico é que mais uma vez O GLOBO cumpriu o seu papel de bem informar. Não importa quem seja o objeto da denúncia, se ela for sólida e verdadeira, O GLOBO vai publicá-la em todas as suas plataformas, atendendo ao compromisso permanente que mantém com o seu leitor. 
O grampo da JBS 
O colunista Lauro Jardim conta os detalhes de uma delação bombástica: o empresário Joesley Batista, dono da JBS, gravou o presidente Michel Temer dando aval à compra de silêncio de Eduardo Cunha. 
‘Tem que manter isso, viu?’ 
— Presidente Michel Temer a Joesley Batista, quando avisado de que o empresário estava dando mesada a Eduardo Cunha e ao doleiro Lúcio Funaro 
Fale com o Rodrigo 
Polícia Federal filma indicado por Temer recebendo propina. 
Jamais solicitou pagamentos 
Em nota do Planalto, Temer confirma encontro com Joesley e diz que "não solicitou" pagamentos a Eduardo Cunha. Presidente se reúne com ministros e auxiliares. 
Blog do Moreno 
Temer diz que não renuncia e quer ver a fita da conversa com Joesley. 
O senador Aécio Neves - Jorge William / Agência O Globo/03-05-2017 
Tempestade tucana 
Grampo revela que o senador Aécio Neves, presidente do PSDB, pediu R$ 2 milhões ao dono da JBS. 
Tranquilidade 
Aécio diz que está tranquilo e que relação com Joesley era estritamente pessoal. 
O ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega - Givaldo Barbosa / Agência O Globo/08-09-2014 
O elo com o PT 
Joesley Batista diz que Guido Mantega distribuía propina a parlamentares petistas. 
Quem é Joesley 
O empresário que fez sua empresa multiplicar de tamanho e se tornou alvo da Polícia Federal. 
E agora, Brasil? 
O jornalista Alan Gripp analisa os possíveis impactos da delação bombástica de Joesley Batista na política e na economia brasileiras. 
Parlamentares da oposição gritam Fora Temer no plenário da Câmara - Givaldo Barbosa/Agência O Globo 
Pedido de impeachment 
Presidente da Câmara encerra sessão em meio a gritos de "Fora, Temer". Oposição entra com dois pedidos de impeachment. Parlamentares pedem renúncia e eleições diretas. 
"Fatos estarrecedores, repugnantes e gravíssimos" 
— Claudio Lamachia, presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) 
Efeitos na economia 
Parte da equipe econômica do governo Temer já dá como perdidos os esforços para aprovar as reformas da Previdência e trabalhista no Congresso. "Esquece as reformas", diz um economista. 
Manifestantes pedem a saída do presidente Michel Temer em frente ao Palácio do Planalto - Jorge William / Agência O Globo 
Nas ruas 
Manifestantes vão às ruas pedindo a saída de Michel Temer. 
Memes inundaram a internet após a divulgação de gravações da JBS relativas ao presidente Michel Temer - Reprodução Internet 
Nas redes 
O brasileiro não perde o bom humor: gravação rende piadas e memes na internet.  (Ascânio Seleme- G1)

Correio Web 
Apesar de escândalo com Temer, reformas têm futuro incerto no país 
O primeiro efeito concreto e imediato da crise política que fulminou Brasília ontem deve ser a paralisação da tramitação das reformas previdenciária e trabalhista no Congresso. O governo tentou, contudo, dar um ar de normalidade ao processo. “As reformas serão votadas porque é uma prioridade do país. A questão é focar na recuperação do Brasil”, afirmou o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).  (Paulo de Tarso Lyra - Correio Web)

Após vazamento da delação dos donos da JBS, bolsa deve abrir em queda 
A Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) deve abrir em queda hoje. E bem forte, segundo operadores do mercado. Eles estão preparados para o pior, depois do vazamento da delação dos donos do frigorífico JBS, Joesley Batista e Wesley Batista, com gravação comprometendo o presidente Michel Temer. Muitos, inclusive, acreditam que vai haver circuit breaker, mecanismo que suspende o pregão quando há uma queda de 10%.

Fonte: (Rosana Hessel .- Correio Web)

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