Notícia 25/05/2017

Aplicativo de startup carioca conquista 170 mil médicos

O livro de bolso dos médicos diminuiu (bastante) de tamanho e ficou bem mais leve. O documento de consulta virou aplicativo para celular e passou a ser o principal produto da startup carioca Pebmed. 
Com mais de 170 mil usuários, em cerca de 800 cidades brasileiras, o Whitebook reúne uma série de informações e dados importantes para auxiliar um médico na tomada de decisão. 
Há desde informações sobre tipos de doenças, prescrição de medicamentos e vacinas, escores clínicos, calculadora de dosagem, condutas médicas e cirúrgicas, divididas em diversas especialidades médicas, entre outras categorias. 
“A medicina é muito ampla e sempre se renova, então um médico não vai conseguir ter todo o conteúdo na cabeça. Além disso, há informações e procedimentos que ele não conhece ou não domina. Criamos o Whitebook justamente para ajudar na tomada de decisão dos médicos. Ele é o antigo livro de consultas, usado na frente do paciente para ajudar no diagnóstico mais acertado”, conta o médico Bruno Lagoeiro, sócio da Pebmed. 
Pelos cálculos da empresa, o aplicativo, que pode ser usado off-line, condensa mais de 10 mil páginas de um livro comum. São cerca de 4 mil tipos de conteúdo, de 28 especialidades médicas como pediatria, ginecologia e algumas intervenções cirúrgicas. 
Lagoeiro e os sócios planejam ampliar o app, em breve, com mais especialidades, como ortopedia e dermatologia, além de incluir novos conteúdos com imagens. 
O médico conta que a Pebmed recebe contatos de usuários de cidades distantes dos grandes centros, com condições precárias de trabalho, ou sem especialistas ou colegas para trocar experiências e fazer o diagnóstico. Eles relatam o quanto o app ajuda na melhoria do trabalho. 
Recentemente, o aplicativo do Whitebook ganhou versão on-line, que pode ser acessada de qualquer computador. A ideia é facilitar a vida dos profissionais da área durante o atendimento nos consultórios. 
“Nossa proposta é ser um suporte para decisões mais rápidas e com mais qualidade e eficácia, de forma que o médico se sinta mais seguro ao definir suas condutas. Na versão web, queremos implantar outras ferramentas mais interativas e tecnológicas. Para o futuro, planejamos oferecer nosso sistema para ser usado em hospitais, conectado ao sistema local, com os prontuários dos pacientes”, afirma Lagoeiro. 
A Pebmed também mantém um portal com notícias, artigos científicos, revisão de drogas, quiz, eventos, podcasts e vídeos sobre o setor. Hoje, são mais de 500 mil visitas mensais, sendo 150 mil visitantes únicos por mês.São 20 médicos colunistas fixos, além de 50 voluntários que escrevem para o portal. 
Rentabilidade 
O modelo de negócios do Whitebook é freemium, ou seja, há conteúdos gratuitos e outros pagos. A assinatura custa R$ 25,90 mensais e, atualmente, a empresa tem 30 mil assinantes. Já no portal, a rentabilidade é por meio dos anunciantes que veem o espaço como um canal de comunicação com os estudantes e profissionais médicos. 
A empresa segue em crescimento, mas Lagoeiro não fala em valores globais. Diz que, em 2015, o faturamento aumentou 150%. No ano seguinte foram 300% de crescimento. Para este ano, a previsão é crescer entre 200% e 300%. O médico garante que a Pebmed sempre foi financeiramente saudável e nunca rodou no vermelho. Por isso, os sócios ainda não pensam em fazer aporte de capital. 
A longo prazo, há planos para expandir a Pebmed para a América Latina. No entanto, eles acreditam que ainda há muito espaço no Brasil, que tem cerca de 400 mil médicos e 120 mil estudantes de medicina. 

Fonte: (Thaise Constancio - Panorama Brasil)

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