Notícia 23/12/2019

Álcool: 2 drinques ao dia já aumentam risco de câncer em 54%, diz estudo

A equipe de pesquisa encontrou uma forte associação entre bebida alcoólica e os cânceres de boca, cólon, estômago e garganta  

Nos últimos anos, diversos estudos vêm mostrando evidências da relação entre o consumo de bebida alcoólica e câncer. Agora, nova pesquisa reforça: mesmo o consumo moderado de álcool pode aumentar o risco de câncer, especialmente de boca, garganta, estômago e cólon.

estudo, publicado na revista Cancer, indica que o consumo diário de uma taça e meia de vinho (177ml), uma lata e meia de cerveja (500ml) ou menos de um copo de uísque (35ml) durante 10 anos aumenta o risco de câncer em 5%. Já quem consome duas bebidas de qualquer tipo por dia ao longo de 40 anos está 54% mais propenso a desenvolver câncer.

“Uma bebida por dia provavelmente não é um grande problema. Mas beber demais por longos períodos de tempo pode ser perigoso. Por mais que gostemos de beber, precisamos pensar bem sobre isso”, comentou Masayoshi Zaitsu, da Universidade de Tóquio, no Japão, a The New York Times. 

O estudo

Para chegar a este resultados, os pesquisadores japoneses analisaram os hábitos de consumo de 63.232 pacientes com câncer no Japão. Todos os participantes responderam questionários acerca do consumo de álcool e há quantos anos bebiam. Após descartar outros fatores de riscos para o câncer, como tabagismo, hipertensão, diabetes e obesidade, a equipe encontrou uma forte associação entre bebida alcoólica e os cânceres de boca, cólon, estômago e garganta.  

Alertas

Apesar dos resultados, os pesquisadores ressaltam que o estudo teve fatores limitantes. Os dados de consumo de álcool, por exemplo, foram baseados em autorrelato e, portanto, não são totalmente confiáveis. Também não foi possível controlar outros fatores para o risco de câncer, como histórico familiar da doença, dieta ou prática de atividade física.

Outra limitação importante está relacionada à população investigada. Os japoneses têm maior prevalência de variações genéticas que os tornam mais lentos na metabolização do álcool, então, os resultados podem não ser aplicáveis a outras populações.

 

Fonte: (Revista Veja)

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