Notícia 20/04/2017

A influência da saúde bucal na produtividade dos funcionários

A preocupação com a saúde dos colaboradores deveria ser prioridade nas organizações dos mais variados segmentos e portes. Dentro desse contexto, a saúde bucal também precisa ser considerada, pois é fundamental para a manutenção da produtividade do colaborador. 
“Incômodos bucais podem prejudicar o rendimento do funcionário ou até mesmo afastá-lo do trabalho por certo período de tempo. Esses fatores geram prejuízos intangíveis e imensuráveis para as empresas”, afirma Rosane Menezes Faria, dentista da Caixa Seguradora Odonto. 
Segundo ela, certas doenças sistêmicas possuem correlação com a boca e isso também pode interferir no dia a dia do funcionário. “A endocardite infecciosa, por exemplo, é uma grave doença cardíaca e ocorre na maioria das vezes por bactéria bucal, quando instalado doença periodontal ou cárie, que se espalham pelo sistema sanguíneo chegando ao coração”, acrescenta. 
A dentista ainda pontua que o diabetes é uma das doenças com maior média de dias afastados no trabalho e ela também tem relação com a cavidade oral. Estudo do Centro de Pesquisa Periodontal da Escola de Medicina da Universidade de Nova Iorque demonstrou que o tratamento das doenças gengivais (doença periodontal) reduz em até 10% a hemoglobina glicosilada (melhor controle do diabetes), pois as inflamações nas gengivas aumentam a taxa de glicose no sangue. Também foi observado que as mães com doença periodontal apresentam maior risco de nascimentos prematuros com bebês abaixo do peso ideal. 
Além das doenças citadas, a especialista aponta que problemas nesse âmbito estão relacionados principalmente com extrações de dentes, dores agudas por problemas endodônticos, enfermidades periodontais, dentre outros. “No entanto, tais prejuízos podem ser evitados quando a prevenção toma papel de destaque. É uma prática que diminui os impactos da sinistralidade do plano odontológico empresarial nas organizações e melhora a qualidade de vida dos colaboradores”, pontua Rosane. 
De acordo com a dentista da Caixa Seguradora Odonto, muitas doenças em estágios iniciais podem ser descobertas durante uma consulta odontológica de rotina, como o câncer bucal, por exemplo. Porém, a especialista cita a Pesquisa Nacional da Saúde, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para atestar a tese de que a consulta ao dentista com o mote preventivo ainda está longe de ser uma cultura no país. 
O levantamento atestou que a proporção de pessoas que consultaram dentista nos últimos 12 meses anteriores à data da entrevista foi de apenas 44,4%. Em relação aos indivíduos que usavam escova de dente, pasta de dente e fio dental para a limpeza dos dentes, o percentual ficou em 52,7%. 

Fonte: (Monitor Mercantil)

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