Notícia 14/03/2017

RJ: CREMERJ e DPU cobram soluções para crise na oncologia

O CREMERJ e a Defensoria Pública da União (DPU) promoveram na quinta-feira, 9, reunião com os diretores das 19 instituições que oferecem o serviço de oncologia no Estado. O encontro teve como objetivo apresentar o resultado do levantamento feito pelo CRM, onde foram apontadas as deficiências do setor. Estavam presentes representantes de hospitais públicos, privados (parceria público-privada) e filantrópicos. 
O conselheiro Gil Simões apresentou a pesquisa, que foi feita pela Comissão de Fiscalização (Cofis) do CREMERJ. O levantamento apontou que a situação é crítica. Entre as principais questões estão a reduzida estrutura para exames, com decorrente demora na marcação, e a longa espera pelos resultados. 
O presidente do CREMERJ, Nelson Nahon, mostrou-se preocupado com a situação das unidades e salientou que as condições podem piorar, caso os governos municipal, estadual e federal não invistam nos hospitais. Ele ainda parabenizou os profissionais dessas unidades, que, diante de tantas dificuldades, continuam comprometidos em prestar o atendimento à população da melhor forma possível. 
“Sou uma pessoa muito otimista, mas tem sido difícil manter essa postura. Temos que fazer dessa crise a oportunidade de mudar, de fazer com que o sistema funcione e que vidas sejam poupadas, que seja oferecido um tratamento digno. É preciso realizar as ações concretas em um prazo curto”, disse Nelson Nahon. 
O defensor público federal Daniel Macedo apresentou pontos do relatório do CREMERJ e questionou os diretores presentes sobre as denúncias. Ele adiantou que cobrará, judicialmente, se for preciso, das unidades e das três esferas de governo uma resolução para todos os problemas apresentados. Caso as questões não sejam solucionadas, diretores e gestores poderão ser responsabilizados. 
“Vivemos um momento de grave crise, mas isso não justifica o quadro que acabamos de apresentar. Não há solução mágica. É uma utopia achar que vamos resolver em três meses, mas chegamos a uma situação limite. Vidas não podem ser perdidas por conta de um sistema que não funciona nem por falta de investimento do governo”, enfatizou. 
Durante a reunião, os diretores dos hospitais e representantes das três esferas de governo apresentaram seus posicionamentos, apontaram os principais entraves ao bom funcionamento do serviço e sugeriram soluções. Uma nova reunião será realizada no dia 4 de abril para que sejam apresentadas as soluções e os novos rumos que serão seguidos.

Fonte: (Cremerj)

Total de visita(s): 164