Notícia 15/09/2017

Setembro Verde: IBCC sensibiliza para a doação de Medula Óssea

Transplante é alternativa para tratamento de várias doenças hematológicas, oncológicas e imunológicas 

No mês de conscientização para a Doação de Órgãos e Tecidos, IBCC sensibiliza para a doação de Medula Óssea, uma doação que pode ser feita em vida para tratamento de várias doenças. Existem diversas doenças hematológicas, oncológicas e imunológicas que podem ser tratadas por meio do transplante de medula óssea, caracterizada por um tecido líquido gelatinoso que ocupa o interior dos ossos, onde ocorre a formação das células sanguíneas (glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). Entre as principais doenças que podem ser tratadas com o transplante de medula óssea podemos citar a Leucemia Mielóide e Linfóide aguda, mielodisplasias, Linfomas Não Hodgkin e Hodgkin, mieloma múltiplo, anemia aplástica grave, anemia falciforme, Talassemia, tumores de células germinativas refratários, imunodeficiências, entre outras. 
“O transplante de medula óssea (TMO) continua sendo tratamento de alta complexidade que impacta fortemente na qualidade de vida do paciente. A atuação da equipe médica e multidisciplinar trabalhando conjuntamente é fundamental para o restabelecimento físico e psicológico, favorecendo a recuperação da autoestima e plena reintegração do paciente no âmbito social”, afirma o Dr. Roberto Luiz da Silva, coordenador da equipe de Hematologia e transplante de células tronco hematopoiéticas (TCTH) do IBCC. 
Um caso de superação é o de Larissa Deptula, que foi diagnosticada com linfoma de Hodgkin em setembro de 2009 e fez o transplante autólogo (as células progenitoras provêm do próprio paciente). Teve o segundo diagnóstico, 4 anos depois, de Mielodisplasia ou síndrome mielodisplásica, em março de 2014 e precisou de um TCTH alogênico com um doador não aparentado, já que as duas irmãs não foram compatíveis. Ela esperou 4 meses para fazer o transplante alogênico, em janeiro de 2015. 
“Tive muito apoio da minha família, dos meus amigos, do IBCC. Considero a equipe da hematologia minha família. Sentia a torcida de todos pela minha recuperação. O carinho, o cuidado! Apesar da circunstância foi a maior experiência de amor que vivi em minha vida”, destacou Larissa. 
Ela nunca teve dúvidas de que queria conhecer sua doadora. “Soube que deveria esperar 18 meses de transplante para manifestar meu interesse e assim o fiz. Ela também teve interesse para minha maior alegria. Soube seu nome, Alinne Colombo, de Rondônia. Vi sua foto pelas redes sociais primeiramente! Estremeci, chorei, mostrei a todos que era ela que tinha me dado mais uma chance pra viver e assim foi feito. Conhecer a Alinne foi o melhor presente que eu poderia receber, depois da medula! Fiz o que pude para fazê-la sentir-se bem e amada”, conta. 
Larissa deixa uma mensagem nesse Setembro Verde. “Esperamos sempre que as pessoas se sensibilizem para a doação de medula. E para quem se trata, não desista nunca e não se entregue. “Acredite em sua cura! As medicações e tratamentos são uma pequena parte do que enfrentamos! O mais difícil é manter a cabeça sã! Então, cerque-se de pessoas que acreditam na sua cura junto com você e o que virá será enfrentado com bravura! Nada dura para sempre! E no momento da dor, não se esqueça: passa! Tudo passa! A fé em Deus é uma aliada e tanto! Na prática, não deixe de se alimentar, mesmo na dor, mesmo no enjôo. Mantenha o corpo em funcionamento e ele terá forças para superar”, finaliza. 
Para ser doador 
Qualquer pessoa saudável entre 18 e 55 anos pode se candidatar a ser doador. Basta procurar o hemocentro do seu estado, preencher uma ficha com informações pessoais e será coletada uma amostra de sangue de 10ml para a realização do exame de HLA (antígeno leucocitário humano). Esse teste de histocompatibilidade é destinado a identificar suas características genéticas que vão ser cruzadas com os dados de pacientes que necessitam de transplante. No caso de haver compatibilidade entre os exames do paciente e do candidato a doador, o doador será consultado para decidir se doará ou não. O Hemocentro de São Paulo fica na Rua Marquês de Itu, 579, Vila Buarque, São Paulo – SP, telefone 011 2176 7000 (Ramal 7249). 
O  Brasil tem 4 milhões de doadores inscritos e é um dos maiores registros de doadores do mundo. No REDOME, a cada ano são incluídos mais de 300 mil novos doadores. Como nossa população é muito miscigenada, a diversidade genética HLA é maior.  Faltam, no banco de medula, maior representação de populações étnicas diversificadas, tais como os negros e índios. 

Fonte: (IBCC)

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