Notícia 26/01/2017

PR: Índice de infestaçã da dengue passa de 4% em Londrina

O primeiro Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) de 2017 em Londrina, no norte do Paraná, apontou um índice de 4,1% de infestação do mosquito no município. Isso significa que a cada 100 casas visitadas, quatro tinham focos do mosquito Aedes Aegypti. O dado foi divulgado nesta quarta-feira (25) pela Vigilância em Saúde. 
Conforme a Vigilância em Saúde, o índice constatado no levantamento deste ano é a metade do que foi constatado em janeiro de 2016, quando foram registrados 8%. Mesmo assim é um número alto, já que o último levantamento feito em novembro de 2016 ficou em 1,4%. 
 “A nossa preocupação é com esse clima quente. O vírus está circulando, e por isso, nós precisamos eliminar os criadouros. Mesmo com um índice menor do que do mesmo período de 2016, ainda estamos em estado de risco. Esse período ainda contribui bastante para a proliferação, uma vez que há muita gente viajando, e as pessoas esquecem de verificar muitos locais que armazenam água”, explica a gerente de Vigilância em Saúde, Diana Martins. 
O maior número de focos do mosquito foi encontrado na região central, o índice de infestação nessa região ficou em 5,81%. Na sequência vem a Zona Norte, com 4,14%, em terceiro a região Sul, seguida da Leste e, por último, a Zona Oeste. 
Dentro dessas regiões, os bairros que mais preocupam a Vigilância são o Parque Germano Balan, na Zona Norte, com 40% de infestação, o Conjunto Habitacional Eucaliptos, na Zona Leste, com 25%, e o Jardim Paulista no Centro. 
O levantamento foi feito entre os dias 9 e 13 janeiro. Participaram da pesquisa 233 agentes municipais e 15 servidores do Ministério da Saúde, o grupo vistoriou 9 mil imóveis de 185 localidades da área urbana de Londrina. O que mais chamou atenção deste levantamento é que 73% dos focos do mosquito foram encontrados dentro dos imóveis, apenas 14% em terrenos baldios./ 
“A gente percebe que as pessoas criam uma certa tranquilidade quando o índice é baixo, e aí acabam esquecendo dos cuidados. Se limpam os quintais, esquecem de cuidar dentro de casa. É preciso criar uma rotina para cuidar de todos os locais. 
Mesmo com baixa infestação do mosquito, a Vigilância em Saúde se preocupa com os terrenos e imóveis fechados. A gerente de endemias disse que os trabalhos serão intensificados nos bairros com o maior índice de infestação.  

Fonte: RPC)

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