Notícia 26/04/2017

MS: Campo Grande abre sindicância para apurar falta de médicos

Seis médicos terão que explicar falta nos plantões em março e abril. 
A Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande (Sesau) abriu uma sindicância para apurar a conduta de seis médicos da rede, que faltaram aos plantões em março e abril e não justificam a ausência. 
Os profissionais ainda não explicaram porque não foram trabalhar, segundo a Sesau. Agora, o departamento jurídico da secretaria quer respostas. 
“Eles têm que trazer uma justificativa por que não vieram ao plantão. O plantão é uma responsabilidade médica, é um ato médico de muita importância, de muita responsabilidade com a população”, afirma o secretário Municipal de Saúde, Marcelo Vilela. 
Os médicos não receberam pelos plantões que não fizeram. 
Uma resolução de 2002 estabelece que o médico precisa avisar que não virá ao trabalho com pelo menos 12 horas de antecedência para dar tempo de fazer mudanças na escala. Isso para mexer na escala e não comprometer o atendimento. 
Se isso não acontecer, ele tem um novo prazo de 48 horas para justificar a ausência à gerência da unidade. 
Nesta terça-feira à tarde, equipe da TV Morena esteve em duas unidades de saúde. Na Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Nova Bahia, o quadro estava completo, com dois clínicos gerais. Eles deram prioridade para casos mais graves, com as classificações amarela e verde. 
Gripada, a estoquista Angela de Andrade recebeu a classificação azul e estava há três horas esperando atendimento. “Ela só falou: 'você vai aguardar que vai demorar'. Só isso que ela falou, a moça da triagem”. 
Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Coronel Antonino tinha muitos pacientes aguardando. Segundo a gerência, os quadros de clínicos gerais e de pediatras também estavam completos. 
O pedreiro Alysson da Silva sabe como é ruim quando falta médico e não colocam outro no lugar. Da outra vez que trouxe o filho à UPA não tinha pediatra. “Você chega, paga todos os impostos em dia e precisar de um atendimento médico e você não ter, é constrangedor”, disse. 
O secretário Marcelo Vilela disse, ainda, que quando não há justificativa aceitável, além do processo administrativo, a Secretaria de Saúde informa o conselho regional sobre a conduta do médico. 

Fonte: (Rodrigo Grando - TV Morena/ G1)

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