Notícia 17/01/2017

MG: BH já tem três mortes suspeitas por febre amarela

Duas pessoas morreram na última quinta-feira (12) com suspeita da doença na unidade e outra morreu na madrugada deste domingo (15); todas elas vieram do interior do Estado 
Subiu para três o número de pessoas que morreram com suspeita de febre amarela no Hospital Eduardo de Menezes, na região do Barreiro, em Belo Horizonte. A unidade, que é referência em doenças infecto-contagiosas no Estado, recebe atualmente 23 pacientes com sintomas da doença, sendo que dois estão internados no Centro de Terapia Intensiva (CTI). Nesta segunda-feira (16), telas com inseticida estão sendo instaladas nas janelas do hospital, com o objetivo de prevenir a transmissão da febre amarela por meio do mosquito Aedes aegypti. 
De acordo com a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), duas pessoas morreram na última quinta-feira (12) com suspeita da doença na unidade e outra morreu na madrugada deste domingo (15). Todas são do interior do Estado. 
Cerca de 150 telas estão sendo instaladas – a área do CTI e o setor semi-intensivo receberam a proteção ontem. Hoje, é a vez da creche da unidade. "São telas de polietileno que têm dupla proteção, porque causam um impacto químico, que é letal para o mosquito, e um impacto físico, porque impedem a entrada do mosquito nos locais. São medidas no sentido de evitar ou prevenir a proliferação de febre amarela na capital", afirmou a gerente de assistência à saúde de Belo Horizonte, Taciana Malheiros. 
Além das telas, foram montadas armadilhas para atrair a fêmea do mosquito e avaliar a concentração de ovos. As equipes de zoonoses da prefeitura e de manutenção do hospital também fizeram uma vistoria na unidade e em toda sua área adjacente, em um raio de 200 metros, mas focos do mosquito não foram encontrados. Por fim, foi feita aplicação de fumacê nos prédios que abrigam a administração, a manutenção e a creche do hospital – hoje, a ação de controle químico será realizada na área da vila na extensão do córrego Bonsucesso. 
A intenção é aumentar a proteção contra o mosquito Aedes aegypti , vetor da febre amarela urbana, registrada pela última vez no Brasil em 1942. Os 133 casos em investigação pela SES atualmente são suspeitos de febre amarela silvestre, transmitida por mosquitos do gênero Haemagogus. "A febre amarela é uma doença silvestre, mas o risco é ela vir para o meio urbano e ser transmitida pelo Aedes aegypti. O nosso desejo e a nossa ação são justamente para evitar que isso aconteça", disse Taciana. 
Ela ressaltou que, além dessas medidas, é necessário que a população atue na prevenção e combate ao mosquito, que transmite também dengue, zika e febre chikungunya. "É muito importante a população ter esse cuidado para evitar os focos nas suas casas, porque sabemos que 83% dos focos estão nos quintais das residências", pontuou. 
Hospital de Ipatinga abre leitos para pacientes com suspeita de febre amarela 
O Hospital Márcio Cunha, em Ipatinga, na região do Rio Doce, criou uma estrutura de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com dez leitos dedicados exclusivamente para o atendimento de pacientes com suspeita de febre amarela em estado mais grave. A iniciativa foi motivada pelo aumento no número de casos da doença em investigação em municípios próximos, como Caratinga, que tem 23 casos notificados, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES). 
"Interrompemos nosso planejamento de obras no 7º andar da Unidade I, que seria reformado agora em janeiro, para readequamos uma parte dessa estrutura transformando-a na nova UTI, que já iniciou suas atividades na última terça-feira”, explicou Luís Márcio Araújo Ramos, diretor executivo da Fundação São Francisco Xavier, que administra o hospital. 
Para dar maior suporte ao atendimento, estão sendo contratados novos profissionais, como médicos intensivistas, enfermeiros, fisioterapeutas e técnicos em enfermagem. A internação dos pacientes acontece a partir do SUS Fácil, sistema de regulação assistencial do estado de Minas Gerais.

Fonte: (O Tempo Online)

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