Notícia 10/05/2017

Após oito trimestres, economia brasileira volta a crescer

A mais profunda e prolongada recessão da economia brasileira chegou ao fim, na opinião dos economistas do Santander. Após oito trimestres consecutivos de queda, os especialista estimam expansão de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) do país de janeiro a março, na comparação com o período imediatamente anterior. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o dado oficial no dia 1° de junho. 
Essa expectativa sobre a retomada econômica do Brasil, explica Rodolfo Margato, economista do Santander que assina o relatório, está associada ao comportamento mais benigno de diversos fundamentos macroeconômicos, mas também se deve a fatores específicos, cujos efeitos positivos não estarão presentes nos próximos trimestres. Entre esses fatores específicos, o especialista aponta a expansão muito forte do PIB da agropecuária e a revisão metodológica da Pesquisa Mensal de Serviços, que é parcialmente utilizada no cálculo do PIB. “Logo, com relação à dinâmica trimestral do PIB, a taxa de crescimento do primeiro trimestre de 2017 não deve ser vista como um ritmo médio para os próximos períodos. De fato, continuamos a acreditar que a recuperação da atividade doméstica será moderada ao longo deste ano”, escreve Margato no relatório. 
Além disso, mesmo levando em consideração a expectativa de maior crescimento de janeiro a março – a estimativa anterior do banco era de 0,5% – a equipe da instituição financeira optou por manter seu cenário de elevação de 0,7% para o PIB Brasileiro em 2017. “Por ora, atribuímos apenas um ligeiro viés de alta a tal projeção”. A ausência de sinais claros de recuperação dos investimentos na economia doméstica e as turbulências adicionais no ambiente político respaldam a decisão de não alterar a expectativa para o ano. 
Olhando mais à frente, o economista do Santander reitera o prognóstico do banco de que a economia brasileira terá expansão de 3% em 2018, devido às condições bastante favoráveis no campo macroeconômico, como expectativas de inflação abaixo da meta, taxas reais de juros substancialmente inferiores às observadas nos últimos anos e aumento da confiança do consumidor e dos empresários. Margato cita também como justificativa para a previsão de crescimento da economia em 2018 avanços na implementação de medidas microeconômicas mais equilibradas, como concessões e privatizações no setor de infraestrutura, agenda para redução do custo de crédito e para maior eficiência da política monetária.  

Fonte: (Agência Investidor Online)

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