Sobe 18,9% número de atendimentos após intoxicação por medicamentos

30/07/2018 | 08:49

 

Segundo Ceatox, também houve aumento de ataques de escorpião e serpentes, no primeiro semestre de 2018, em relação ao mesmo período de 2017. 
O Centro de Assistência Toxicológica de Pernambuco (Ceatox-PE) registrou, no primeiro semestre de 2018, um aumento nos atendimentos em casos de acidentes com animais peçonhentos e intoxicações externas, em relação ao mesmo período de 2017. Os maiores índices foram de ocorrências com medicamentos, 18,9%, ataques de escorpião, 10,4%, e picadas de serpentes, 4%. 
Em relação aos registros-gerais de atendimentos, feitos pelo telefone 0800 722 6001, a Secretaria Estadual de Saúde informa que foram registrados, entre janeiro e junho deste ano, 1.775 casos. No mesmo período do ano passado, houve 1.631 notificações. 
Sobre os registros de acidentes com medicamentos, foram 608, entre janeiro e junho de 2018, e 511, no mesmo período de 2017. Desse total, 156 vítimas eram crianças entre 1 e 4 anos. No primeiro semestre do ano passado, foram atendidas 145 pessoas na mesma faixa etária. 
A coordenadora do Ceatox de Pernambuco, Lucineide Porto, destaca que pais ou responsáveis precisam ficar atentos ao armazenamento de produtos farmacêuticos, que muitas vezes são coloridos e podem ser confundidos com guloseimas. Ela alerta que medicamentos devem ficar guardados em locais altos ou em recipientes trancados. 
Escorpião 
Em relação aos ataques de escorpião, o Ceatox informa que no primeiro semestre deste ano foram 674 notificações, contra 610, em 2017. As principais vítimas também são crianças de 1 a 4 anos, com 145 ocorrências, em 2018. 
Em casos de acidentes, o centro alerta para a necessidade de lavar o local atingido apenas com água e sabão. Caso a vítima tenha até 12 anos, que tem risco de morte, pode haver indicação do uso do soro. 
A aplicação do produto não é orbrigatória, segundo a Secretaria Estadual de Saúde. A utilização será decidida pelo médico responsável pelo atendimento. 
No Estado, o soro antiescorpiônico está disponível no Hospital da Restauração (Recife), Hospital Jaboatão-Prazeres (Jaboatão dos Guararapes) e Hospital João Murilo (Vitória de Santo Antão). 
No interior, nos hospitais regionais de Limoeiro, Palmares, Garanhuns, Arcoverde, Afogados da Ingazeira, Serra Talhada, Salgueiro, Ouricuri e Petrolina, além do Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru. 
A população precisa ficar atenta ao acúmulo de entulhos e lixo perto de casa, tapar buracos e frestas existentes, limpar constantemente ralos de banheiros, além de evitar a presença de baratas e outros insetos, principais presas do escorpião. 
Serpentes 
No primeiro semestre de 2018, houve 322 casos de ataques de serprentes atendidos pelo Ceatox. No mesmo período do ano passado, foram 307 ocorrências. O estado destaca que as principais vítimas desse tipo de picada são adultos entre 20 e 39 anos. 
Em caso de picada, é preciso lavar o local atingido apenas com água e sabão. Em seguida, é necessário ir até uma unidade que tenha o soro contra o veneno. 
Em Pernambuco, o antídoto é disponibilizado no Recife (Hospital da Restauração), Caruaru (Hospital Mestre Vitalino), Arcoverde (Hospital Ruy de Barros Correia), Serra Talhada (Hospital Prof. Agamenon Magalhães), Salgueiro (Hospital Inácio de Sá), Ouricuri (Hospital Fernando Bezerra) e Petrolina (Hospital Universitário). 
Veneno 
O Ceatox registrou. ainda, intoxicações por veneno, sobretudo, o agrotóxico conhecido popularmente como chumbinho. No primeiro semestre, foram 171 casos, contra 203, no ano passado. A redução é de 15,7%. 
O chumbinho causa problemas no sistema nervoso, respiratório, cardiovascular, digestivo. Depois da ingestão, a pessoa pode apresentar diminuição dos batimentos cardíacos, dor abdominal, distúrbios neurológicos 
Centro 
O trabalho do Ceatox é auxiliar profissionais de saúde na conduta com pacientes que tiveram algum acidente com animais peçonhentos ou intoxicações exógenas. O 0800 também está disponível para tirar dúvidas da população. O serviço funciona 24 horas por dia. 

Fonte: (G1)