Venda de medicamentos cresceu 21,6% em abril

18/06/2018 | 13:15

 

Os novos preços dos medicamentos, que chegaram ao índice máximo de 2,84% autorizado pelo governo, entraram em vigor no dia 1º de abril. E exatamente no mês em que os reajustes começaram a valer, os associados da Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos (Abradilan), entidade que reúne 142 empresas distribuidoras de medicamentos e produtos de higiene pessoal e cosméticos, totalizaram R$ 460,2 milhões em vendas de medicamentos e não medicamentos (especialmente higiene pessoal, perfumaria e cosméticos), que representam um crescimento de 21,6% comparado ao mesmo período do ano passado, quando atingiram R$ 378,5 milhões. Os dados fazem parte de uma pesquisa da IQVIA, empresa que é fruto da fusão entre IMS Health e Quintiles, a pedido da Abradilan. 
Em unidades, o volume comercializado no quarto mês de 2018 chegou a 84,3 milhões, diante de 72,5 milhões de 2017, um incremento de 16,3%. De acordo com o presidente da Abradilan, Juliano Vinhal, o aumento de preços dos medicamentos, além de uma leve recuperação da economia e um mês de abril com menos feriados em 2018 e, consequentemente, mais dias úteis do que no ano passado, permitiram que o volume de negócios crescesse fortemente. 
No quadrimestre, as vendas somam R$ 1.805 bilhão em medicamentos e não medicamentos, incremento de 9,6% sobre os quatro primeiros meses de 2017, quando elas contabilizaram R$ 1.646 bilhão. Em unidades, o aumento foi de 4,5%, passando de 322,3 milhões de 2017 para 336,7 milhões em 2018. 
No acumulado dos últimos 12 meses, ou seja, de abril de 2017 a abril de 2018, as vendas da Abradilan chegaram a R$ 5.457 bilhões, um aumento de 10,9% na comparação com o mesmo período de 2017, que teve a marca de R$ 4.919 bilhões. Já em unidades, os índices são de 1.032 bilhão em 2018, contra 957,5 milhões em 2017, crescimento de 7,7% de acordo com a IQVIA.? ? 
Na distribuição de segmentos dos produtos na Abradilan em abril, o destaque fica por conta dos medicamentos genéricos e similares, que chegam a representar 42,3% das vendas. Em unidades, o percentual é um pouco maior, de 43,9%. Segundo Vinhal, com a crise econômica e com o orçamento mais enxuto, muitas famílias optaram por medicamentos com valores mais acessíveis e por isso, os genéricos tiveram destaque nas vendas impulsionando o setor. 
De acordo com o presidente da Abradilan, esses resultados mostram o crescimento do setor e a importância dos distribuidores, presentes em 95% dos municípios brasileiros. Os associados da entidade são responsáveis pela distribuição em 84% das cerca de 74 mil farmácias no Brasil em abril de 2018.

Fonte: (Monitor Mercantil)