SC: Menina com leucemia recebe 1ª dose de medicação que ficou no aeroporto

09/05/2018 | 09:42

 

Dessa forma, Antonella poderá continuar tratamento contra doença. Remédio precisou ser importado e ficou retido por burocracia. 
A menina Antonella, de 3 anos, que tem leucemia recebeu nesta terça-feira (8) em Florianópolis a primeira dose do remédio Erwinase, que ficou retido por 20 dias no aeroporto da capital por falta de uma autorização. Dessa forma, a pequena paciente pôde continuar o tratamento contra a doença, como mostrou o NSC Notícias. 
O remédio chegou na noite de segunda (7) ao Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou no final da tarde de segunda o lote com 55 unidades do medicamento. Como ele é importado e não possui registro no Brasil, precisava de autorizações da Anvisa para poder entrar no país. 
Nesta terça, a Antonella e os pais saíram cedo de casa rumo ao Hospital Infantil. O remédio aumenta as chances do sucesso do tratamento. Durante toda a manhã, a menina passou por uma série de exames. 
"Está tudo muito bem. A hemoglobina, a plaqueta, enfim", disse o pai de Antonella, Nairo Rodrigues Severo. 
Antonella vai ficar internada. Ela começou nesta terça a sexta sessão de quimioterapia, que vai até domingo (13). Durante esse período, ela vai receber vários medicamentos, entre eles o Erwinase. Se tudo correr bem, essa pode ser a última sessão quimioterapia da menina. 
"Ela vai ficar em acompanhamento ambulatorial. Faz exames de avaliação periódica. Se nada acontecer, ela é considerada fora de tratamento depois de cinco anos de evolução", explicou o diretor do hospital, Maurício Laerte Silva. 
Medicação 
Antonella foi diagnoticada com leucemia há sete meses. O tratamento exigia quimioterapia com medicamentos muito fortes. O corpo da menina não reagiu muito bem. 
Foi indicada uma terceira opção. O Erwinase, fabricado na Europa e que não tem autorização para ser importado no país. Os pais conseguiram na Justiça que o estado comprasse o medicamento, que custa mais de R$ 70 mil. 
"A gente só tem a agradecer. Agradecer a todos que fizeram, de alguma forma, a gente conseguir essa resposta positiva", disse a mãe de Antonella, Anelise Brandolt Severo. 
Burocracia no aeroporto 
Segundo a Anvisa, o estado foi notificado no final de janeiro sobre a necessidade de enviar documentos para a liberação do remédio. Mas o estado nega, diz que não foi avisado e que, quando soube dessa exigência, providenciou tudo o mais rápido possível.

Fonte: (RBS)