GO: Saúde estima que 45% do público-alvo já foi vacinado contra H1N1

25/04/2018 | 08:08

 

Secretaria pretende imunizar 1,593 milhão de pessoas no estado. Apesar de aumento no número de casos e mortes pela doença, órgão não fala em epidemia. 
A Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO) estima que 45% das pessoas de todos os grupos de risco já tenham sido vacinadas até esta terça-feira (24). O órgão já distribuiu 1,221 milhão de doses pelo estado e afirma que ainda devem receber 525 mil até o fim da campanha de vacinação. 
Coordenadora de ações de imunização da pasta, Joyce Dornelis disse que na Grande Goiânia já foram 413 mil aplicações. Segundo ela, as doses estão sendo aplicadas a todas as pessoas dos grupos de risco que comparecem às unidades de saúde. Portanto, ainda não é possível dizer quantas pessoas de cada grupo foram imunizadas. 
"Grande parte da população de risco já está imunizada. São seis remessas de vacinas no total que recebemos do Ministério da Saúde. Faltam chegar mais 525 mil. A próxima remessa chega no dia 3 de maio, serão 87 mil doses. Atualmente, todas as unidades de saúde do estado estão abastecidas", afirmou. 
A profissional afirmou ainda que a SES deve receber 1,752 milhão de doses. O número é um pouco maior do que o total de pessoas a serem vacinadas para evitar que possíveis perdas prejudiquem a campanha. 
Veja o calendário de vacinação para o estado 
• 13/04 a 20/05 – Idosos, trabalhadores da saúde e pessoas com doenças cardíacas e respiratórias graves 
• 23/04 a 27/04 – gestantes, puérperas e crianças 
• 30/04 a 11/04 – professores 
• 12/05 – Dia D: serão vacinados todos os grupos prioritários da campanha 
• 14/05 a 1/06 – todos os grupos prioritários da campanha 
• Indígenas: podem ser vacinados durante todo o período da campanha 
• Presos e funcionários do sistema prisional: o agendamento será feito a critério do município no período da campanha. 
Estado de alerta 
O número de mortes confirmadas por H1N1 em Goiás subiu para 25, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela SES-GO na segunda-feira (23). Ainda conforme órgão, os casos graves registrados da doença no estado chegam a 139. O número se equipara à soma de casos de outras doenças respiratórias graves no estado no mesmo período. 
Apesar do número de óbitos, a coordenadora estadual das doenças respiratórias imunopreveníveis, Gláucia Gama Aires, afirma que a 92% das vítimas apresentava condições de risco. Ela afirma que o estado ainda vive situação de alerta e não espera que o quadro evolua para epidemia. 
"Não estamos em situação de epidemia, mas também não podemos dizer que não chegará a isso. A gente espera que não, porque o pico de casos foi há três semanas e a campanha de vacinação foi antecipada. Então esperamos que a situação se mantenha estável. Independe da evolução ou não, estamos tomando todas as medidas possíveis", garantiu. 
Entre as vítimas fatais da doença está uma criança com menos de 2 anos de idade, dois adultos entre 30 e 39 anos, sete pessoas entre 40 e 49, outras sete entre 50 e 59 e oito idosos. Do total, 13 são do sexo feminino e 12 do masculino. 
As mortes registradas pela doença ocorreram em 12 cidades de Goiás: 
• Goiânia – 11 
• Trindade – 2 
• Aragoiânia – 1 
• Hidrolândia – 1 
• Campo Alegre de Goiás – 1 
• Jaupaci – 1 
• Palmeiras de Goiás – 1 
• Anápolis – 1 
• Pirenópolis – 1 
• Carmo do Rio Verde – 1 
• Rio Verde – 3 
• Morrinhos - 1 
As duas primeiras mortes por H1N1 registradas no estado neste ano ocorreram na Vila São José Bento Cottolengo, hospital filantrópico que atende pessoas com múltiplas deficiências, físicas e mentais. Um surto da doença atingiu a unidade, e outros pacientes precisaram ficar em isolamento. 
Imunização antecipada 
Por causa do grande número de casos em Goiás, a campanha de vacinação contra a gripe começou dez dias antes da nacional. A imunização protege contra dois subtipos da Influenza A – H1N1 e H3N2 – e um subtipo da Influenza B. 
Segunda-feira (22) foi o primeiro dia do período de vacinação contra H1N1 na rede pública de saúde prioritariamente para gestantes, puérperas (mulheres que deram à luz há até 45 dias) e crianças de 6 meses até 5 anos. 
Segundo a SES-GO, são considerados grupos prioritários: crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, puérperas, pessoas com 60 anos ou mais, indígenas, trabalhadores da saúde, professores, portadoras de doenças crônicas não transmissíveis, funcionários do sistema prisional e adolescentes e jovens entre 12 e 21 anos que cumprem medida socioeducativa ou estão presos. 
Qualidade das vacinas aplicadas 
O medo do avanço da doença levou várias pessoas a laboratórios particulares. Os estoques acabaram, e as clínicas precisaram pedir reposição e passaram a atender com distribuição de senha. O custo é de cerca de R$ 150. O Procon fiscaliza o serviço. 
A SES-GO alerta para que as pessoas que procuram se vacinar fora das unidades públicas tomem cuidado. Segundo o órgão, o medo da população pode gerar oportunidades de golpes de empresas que não têm autorização para realizar aplicações das vacinas. 
Em caso de desconfiança, é preciso checar o alvará sanitário da companhia com a Vigilância Sanitária de cada município. O número para denunciar irregularidades ao estado é: 0800-643-3700.Sintomas, prevenção e tratamento 
Os principais sintomas da gripe H1N1 são os mesmos de um estado gripal comum, como febre que dura entre 3 e 5 dias, tosse seca, secreção e dores no corpo. Quem tiver esses sintomas deve procurar atendimento médico, afirma a Secretaria Municipal de Saúde. 
Indivíduos doentes devem manter repouso, alimentação balanceada e ingestão de líquidos adequada e evitar contato com outras pessoas em ambientes fechados e aglomerados. 
A forma mais eficaz de evitar a transmissão do vírus é a higienização das mãos, principalmente com álcool gel. Também é recomendável cobrir a boca e o nariz ao espirrar. 

Fonte: (Vanessa Martins - G1)