GO: Secretaria reforça que Goiás está em 'alerta' contra H1N1

18/04/2018 | 09:13

 

Não há balanço do total de imunizados no estado, mas pasta afirma que procura é alta. Secretaria diz desconhecer falta de doses em postos. 
A Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO) espera receber 300 mil novas doses da vacina contra H1N1 até esta quarta-feira (18). Ainda não há balanço do total de imunizados nos primeiros dias da campanha – que começou no estado dez dias antes do restante do país –, mas a pasta informou que a procura nos postos é alta. A primeira remessa enviada pelo Ministério da Saúde tinha 648 mil doses. 
Veja aqui onde se vacinar em Goiânia e outras oito cidades do estado 
A secretaria disse não ter informação oficial sobre falta de vacina em postos de saúde. A primeira etapa da campanha é voltada a idosos, portadores de doenças crônicas, trabalhadores da saúde e indígenas. Goiás já registrou 13 mortes pela doença e tem 92 casos confirmados. 
"Queremos evitar que faltem vacinas. Há grande procura e aumento nos casos da doença, então estamos antecipando as remessas das doses. O estado já recebeu mais de 50% das 1,7 milhão de doses que tem direito do Ministério da Saúde", detalhou a coordenadora de Ações de Imunização, Joyce Dornelis. 
Ainda conforme Joice, a expectativa de imunização dos três primeiros grupos é de 158 mil trabalhadores da saúde, 573 mil idosos e 264 mil pessoas com doenças crônicas. Ainda não há informações de quantas pessoas de cada grupo foram imunizadas. A partir do 23 de abril, a SES-GO terá acesso ao sistema com dados de todos s municípios, que ainda está indisponível. 
Na Região Metropolitana de Goiânia, a pasta identificou que cerca de 200 mil pessoas foram imunizadas. Gerente de Vigilância Epidemiológica da SES-GO, Magna Maria de Carvalho afirmou que o estado continua em situação de alerta por causa da doença. 
"Goiás vive uma situação de alerta para influenza. Conseguimos antecipar a vacinação começou na sexta e já vacinou mais de 91 mil em Goiânia e 40 mil em Aparecida de Goiânia nos dois primeiros dias. Outros 80 mil foram imunizados nas cidades vizinhas, como Senador Canedo, Trindade, ente outras", afirmou. 
A Secretaria alertou para que as pessoas que procuram se vacinar fora das unidades públicas de saúde para que tomem cuidado. Segundo o órgão, apesar de não haver nenhuma denúncia formal, o medo da população pode gerar oportunidades de golpes de empresas que não têm autorização para realizar aplicações das vacinas. 
No caso de desconfiança, é preciso checar o alvará sanitário da companhia com a Vigilância Sanitária de cada município. O número para denunciar irregularidades ao estado é: 08006433700 
Vacinas 
Pacientes enfrentam longas filas para conseguir se imunizar. A imunização protege contra dois subtipos da Influenza A – H1N1 e H3N2 – e um subtipo da Influenza B. 
O medo do avanço da doença levou várias pessoas a laboratórios particulares. Os estoques acabaram, e as clínicas precisaram pedir reposição e passaram a atender com distribuição de senha. O custo é de cerca de R$ 150. O Procon fiscaliza o serviço. 
Mortes e casos graves 
Boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO) aponta que 13 pessoas já morreram no estado, este ano, em decorrência de H1N1. As últimas mortes registradas foram: duas em Rio Verde e uma em Morrinhos. Outras 92 pessoas foram diagnsticadas como casos graves da doença. 
• Anápolis – 1 
• Goiânia – 5 
• Jaupaci – 1 
• Trindade – 2 
• Hidrolândia – 1 
• Morrinhos – 1 
• Rio Verde – 2 
As duas primeiras morte por H1N1 registradas no estado neste ano ocorreram na Vila São José Bento Cottolengo, hospital filantrópico que atende pessoas com múltiplas deficiências, físicas e mentais. Um surto da doença atingiu a unidade, e outros pacientes precisaram ficar em isolamento. 
O governo estadual decretou estado de alerta e criou um comitê para controlar a situação e, adotando recomendações do Ministério Público, reservou 30 leitos em hospitais para atender casos graves. O secretário estadual de Saúde, Leonardo Vilela, classificou a situação como "anômala". 
Os principais sintomas da gripe H1N1 são os mesmos de um estado gripal comum, como febre que dura entre 3 e 5 dias, tosse seca, secreção e dores no corpo. Quem tiver esses sintomas deve procurar atendimento médico, afirma a Secretaria Municipal de Saúde. 
Indivíduos doentes devem manter repouso, alimentação balanceada e ingestão de líquidos adequada e evitar contato com outras pessoas em ambientes fechados e aglomerados. 
A forma mais eficaz de evitar a transmissão do vírus é a higienização das mãos, principalmente com álcool gel. Também é recomendável cobrir a boca e o nariz ao espirrar.

Fonte: (Vanessa Martins - G1)