MT: Seminário debaterá transtornos mentais relacionados ao trabalho

18/04/2018 | 09:09

Evento, que está sendo organizado pelo Cerest com apoio do Ministério Público do Trabalho, está com inscrições abertas 


Cuiabá sediará no dia 03 de maio de 2018 o 1º Seminário Mato-grossense de Transtornos Mentais Relacionados ao Trabalho. O evento está sendo organizado pelo Centro de Referência Regional de Saúde do Trabalhador (Cerest), da Secretaria de Estado de Saúde (SES/MT), por meio da Coordenação de Saúde do Trabalhador, e tem o apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT/MT). 
O evento ocorrerá das 8h às 18h, no auditório do Ministério Público Estadual (MPE), e tem como público-alvo profissionais da rede de atenção em saúde mental, profissionais dos Cerests Regionais, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), sindicatos e profissionais de órgãos como o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE/MT) e MPT/MT. 
As inscrições deverão ser encaminhadas para o e mail: seminarotm2018@outlook.com. Outras informações poderão ser obtidas pelo telefone: (65) 3322-6177. 
De acordo com o 1º Boletim Quadrimestral sobre benefícios por incapacidade de 2017, divulgada pela Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda, no Brasil os transtornos mentais e comportamentais foram a terceira causa de incapacidade para o trabalho, totalizando 668.927 casos. Também totalizaram cerca de 9% do total de auxílios-doença e aposentadorias por invalidez concedidas entre os anos de 2012 e 2016. 
Em Mato Grosso, segundo o coordenador de Vigilância em Saúde do Trabalhador da SES/MT, Paulo Lima da Silva Filho, a subnotificação é um fator limitante para o desenvolvimento de ações que minimizem essa situação. A última informação é de que entre o período de 2008 a 2016 foram registradas apenas 24 notificações. “Estudos demonstram ainda que foram concedidos somente 8% de auxílios-doença relacionados ao trabalho”, pontua Paulo Lima. 
Durante o seminário serão discutidos os transtornos mentais relacionados ao trabalho bem como a complexa articulação da organização do trabalho, a exemplo da divisão e parcelamento das tarefas, as políticas de gerenciamento das pessoas, assédio moral no trabalho e a estrutura hierárquica organizacional. 
“Situação cada vez mais presente na vida da população brasileira, porém há dificuldade de identificar o nexo causal entre a doença e o trabalho”, observa o coordenador, considerando o evento mais um instrumento de fortalecimento da vigilância a saúde do trabalhador.

Fonte: (Midia News)