MT: Crise de medicamentos exigiu demissão de secretária

05/04/2018 | 08:52

 

"Quase a equipe como um todo foi alterada, porque não posso admitir essa situação", disse. 
O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), admitiu que a Saúde passa por uma crise, com falta de medicamentos e insumos básicos. Segundo ele, a exoneração da ex-secretária de Saúde, Elizeth Araújo, e mais 13 assessores ocorreu no ápice do colapso. 
Em conversa com a imprensa, o gestor sugeriu que a demissão a equipe de Araújo não conseguiu contornar o problema. 
“Isso é uma verdade, que não vem de agora. Vem de muito tempo, mas também é uma verdade agora. O epicentro da crise exigiu uma mudança quase que total da equipe. Quase a equipe como um todo foi alterada, porque não posso admitir essa situação”, disse. 
Elizeth e os assessores entregaram uma carta a Emanuel no começo de março, lamentaram a crise na Pasta e citaram desentendimentos interno entre gestores. “Em prol da saúde pública de Cuiabá e em respeito à escolha de nossos nomes à frente da sua administração, colocamos nossos cargos a vossa disposição", disse à época. 
Após o episódio, Emanuel nomeou Huark Douglas Correia, graduado em Medicina pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e especialista em Medicina Intensiva. 
Para ele, a situação tem melhorado desde as mudanças. 
“Não vou ficar autorizando licitações milionárias e continuar faltando medicamento na ponta. Já estamos organizando o emergencial. Tanto é que agora está estabilizando, ainda não está no ideal, mas não está mais no período de crise. Já promovi as compras emergenciais, que estão sendo entregues”, afirmou. 
“Agora estou preparando a licitação e paralela a ela todo um sistema de controle da aquisição a distribuição com código de barras e o controle absoluto. Não vamos mais permitir desperdício, possíveis desvios ou sumiços de medicamentos ou insumos que tanto afetam a saúde pública. São medidas de curto, médio e longo prazo e vamos vencer essa luta”, completou.

Fonte: (Douglas Trielli - Midia News)