CE: Índice de dengue e chikungunya cai mais de 90% em Fortaleza

03/04/2018 | 09:57

 

O número de casos de chikungunya nos três primeiros meses de 2018 em Fortaleza passou por uma redução de 98,2% em relação ao mesmo período de 2017. No ano passado, entre janeiro e o fim de março 10.500 pessoas foram diagnosticadas com chicungunya, enquanto em 2018, até o momento, houve 186 casos e uma morte. 
Em relação à dengue, a redução também foi significativa. Enquanto os três primeiros meses de 2017 registraram 5.800 casos da doença, 2018 contabilizou 221 ocorrências, além de duas mortes, o que corresponde a uma diminuição de 96,19%. 
Apesar das reduções nos índices das enfermidades, a Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza afirma que os agentes de endemias permanecem encontrando larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor das doenças, durante as visitas às residências. Os bairros mais preocupantes são Cristo Redentor, Jangurussu, Mondumbim e Joaquim Távora. 
"Se ainda estamos encontrando o Aedes por Fortaleza, significa que ainda há potencial de transmissão. Basta que a gente comece a ter novos indivíduos infectados. Estamos sempre em alerta e chamando a população para que não descuidem. Apesar do número de casos confirmados estar, até certo ponto, muito favorável, não quer dizer que não haja as doenças", explica o Gerente da Célula de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde, Atualpa Soares. 
Fatores para a diminuição 
Ainda de acordo com a pasta, a diminuição no número de casos era, de certo modo esperada, pela resistência da população às doenças. Como os mesmos sorotipos de dengue circulam há muito tempo, parte da população que já foi infectada pela doença já está imunizada. O mesmo vale para a chikungunya, que não acomete a mesma pessoa mais de uma vez. 
O trabalho de combate ao mosquito feito pelos agentes de endemias e pela equipe da Secretaria de Municipal de Saúde, desde novembro de 2017, assim como a circulação do fumacê na cidade também têm contribuído com o controle dos índices das doenças. 
As atenções agora se voltam para os meses de abril e maio, já que, segundo a Secretaria de Saúde, o aumento das chuvas favorece o aparecimento de novos focos do mosquito. 

Fonte: (G1)