Medicamentos terão reajuste de 2,43%

21/03/2018 | 10:22

 

Quem precisa gastar com remédios terá alívio no bolso neste ano. Isso porque a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) bateu o martelo sobre o índice de correção dos medicamentos para 2018 nesta terça-feira. O reajuste máximo será de 2,84%, o mínimo de 2,09%, e o aumento médio será de 2,43%. O percentual é o menor em 11 anos e passa a valer a partir de 31 de março para cerca de 13 mil medicamentos. A Resolução da Cmed que formaliza os índices do reajuste anual de preços de medicamentos ainda não foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), o que deve acontecer nos próximos dias. — Acredito que o repasse não será imediato. As farmácias têm estoque e isso retarda o repasse do aumento. Na área de medicamentos com maior concorrência, como os de hipertensão arterial, as vezes o aumento nem é repassado. Medicamentos de uso contínuo, especialmente os genéricos, não devem sequer ter aumento — prevê Nelson Mussolini, presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma) Segundo dados do Ministério da Saúde, o reajuste nos medicamentos autorizados em 2017 pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) já foi o menor registrado nos últimos 10 anos. Em março do ano passado, o índice máximo autorizado pelo órgão regulador foi de 4,76%, exatamente a mesma alta da inflação acumulada no período. Aumento em três faixas de medicamentos O reajuste dos medicamentos é dividido em três faixas, com base na concentração do mercado. Assim, remédios de menor complexidade e produzidos por mais laboratórios, que costumam baixar os preços para manter a concorrência, têm permissão de um aumento maior. É o caso de opções como omeprazol, pantoprazol, sinvastatina e atorvastatina. O segundo grupo de medicamentos é composto pelos que têm concorrência moderada, como antifúngicos sistêmicos (cetoconazol e fluconazol) e analgésicos narcóticos (tramadol, morfina etc.). O terceiro grupo é o dos remédios com baixa concorrência, como os corticosteroides oral puro (betametasona e dexametasona) e penicilinas injetáveis (ampicilina e amoxicilina). Os medicamentos desse grupo respondem por mais da metade do mercado e costumam ter o menor percentual de aumento. As representações têm seus preços controlados pelo governo federal, que faz um cálculo para estabelecer o reajuste (de acordo com cada faixa). Em 2017 o índice máximo permitido foi de 4,76%. Na ocasião, o percentual médio de repasse foi de 2,63%, considerado baixo pelas farmácias. No varejo, o preço foi repassado aos poucos os consumidores e, no Rio, demorou cerca de dois meses para ser incorporado, devido aos estoques elevados das farmácias. 

Fonte: (G1)