MS: Bebês serão medicados contra vírus que ataca sistema respiratório

20/02/2018 | 09:39

 

Segundo os médicos, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é responsável por 75% das bronquiolites, uma doença respiratória aguda, e 40% das pneumonias. 
A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Campo Grande vai começar, na terça-feira (20), a aplicar um medicamento contra um vírus que ataca o sistema respiratório dos bebês. Os pais precisam fazer um agendamento. 
Edson nasceu de 28 semanas com um quilo. Ficou dois meses respirando com ajuda de aparelhos. A mãe Alzira Pacheco, de 16 anos, diz que foi uma gravidez inesperada. “Fiquei sabendo quando nasceu. Foi difícil, eu não sabia de nada, fiquei preocupada, desesperada.” 
Recém-nascidos como o Edson precisam tomar, a partir deste mês, um remédio chamado Palivizumabe. Ele combate um vírus que ataca o sistema respiratório e que circula com mais intensidade a partir desta época do ano. 
“A infecção respiratória é tão grave que essas crianças, principalmente os menores abaixo de um ano, vão para Centro de Terapia Intensiva, tem um esforço para respirar muito grande, e isso pouco tempo depois da contaminação pelo vírus. É uma doença capaz de levar ao óbito essas crianças em poucos dias”, explicou Ana Carolina Nasser, da Sociedade Brasileira de Imunização em Mato Grosso do Sul. 
Segundo os médicos, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é responsável por 75% das bronquiolites, uma doença respiratória aguda, e 40% das pneumonias. 
Podem tomar o remédio bebês que nasceram abaixo de 29 semanas ou que tenham alguma doença grave pulmonar ou cardíaca. Nesses casos, o vírus é bem mais agressivo. Por isso, eles precisam tomar o medicamento, todo mês, de fevereiro até julho. 
A partir desta terça-feira (20), a Sesau começa a aplicar o medicamento Palivizumabe. Os pais precisam procurar a secretaria para agendar, segundo a responsável técnica pela imunização na Sesau, Lilian Martelli. 
“Os pais devem conversar com o pediatra responsável, que já faz o acompanhamento da criança. O pediatra também já vai estar ciente dessa medicação que está disponível, então ele vai prescrever a Palivizumabe para a criança através de uma receita e também preenchimento de um laudo específico. Além desses dois documentos, a paciente tem que levar cópia dos documentos da mãe, da criança e o laudo falando da doença que a criança tem”, detalhou. 
Os critérios para aplicação estão estabelecidos em Portarias e Notas Técnicas do Ministério da Saúde, que orientam quem podem receber as doses: crianças prematuras nascidas com idade gestacional menor ou igual a 28 semanas e com idade inferior a um ano; e crianças com idade inferior a dois anos com doença pulmonar crônica da prematuridade (displasia broncopulmonar) ou doença cardíaca congênita com repercussão hemodinâmica demonstrada. 
Se o bebê tem a prescrição para a aplicação do Palivizumabe, o responsável deverá ligar no telefone (67) 3314-3062 para fazer o agendamento. A aplicação do medicamento ocorrerá em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), somente às terças-feiras, na Clínica Escolar Integrada (atrás do bloco XII), na avenida Costa e Silva, s/n. 
O medicamento só será aplicado de porte dos seguintes documentos: 
• Laudo para solicitação de Palivizumabe preenchido, carimbado e assinado pelo médico que prescreveu a aplicação; 
• Cópia e original do cartão SUS da criança; 
• Cópia da certidão de nascimento da criança; 
• Cópia e original dos documentos do responsável (RG E CPF); 
• Cópia do comprovante de residência; 
• Receita atualizada do médico especialista que acompanha a criança (a receita tem validade para apenas 7 dias); 
• Pacientes prematuros anexar também cópia do relatório de alta hospitalar do berçário e informar doses já realizadas quando internados; 
• Pacientes cardiopatas anexar cópia do relatório médico com a descrição da cardiopatia, o grau da hipertensão pulmonar e os medicamentos utilizados.

Fonte: (Fabiano Arruda - G1)