Saúde suplementar cria empregos em outubro

06/12/2017 | 08:03

 

O total de trabalhadores empregados pela cadeia de saúde suplementar (que engloba os fornecedores de materiais, medicamentos e equipamentos; prestadores de serviços de saúde; e, operadoras e seguradoras de planos de saúde) apresentou novo crescimento, segundo o "Relatório de Emprego na Cadeia da Saúde Suplementar", boletim mensal do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (Iess). O levantamento aponta que o número de pessoas empregadas formalmente no setor cresceu 1,9% no período de 12 meses encerrado em outubro de 2017, enquanto o total de empregos formais - que considera todo o conjunto econômico nacional - teve retração de 0,8% na mesma base comparativa. 
Segundo Luiz Augusto Carneiro, superintendente-executivo do Iess, os dados do relatório mostram que a cadeia de valor da saúde suplementar segue em ritmo de expansão. "O indicador aponta que a cadeia de saúde suplementar é mais estável e resiliente ao momento nacional do que o conjunto da economia do país. Esse é o 10º mês consecutivo a apresentar saldo positivo de emprego", avalia Carneiro. 
No total, a cadeia produtiva da saúde suplementar emprega 3,4 milhões de pessoas, ou 7,9% da força de trabalho nacional. O relatório aponta que o saldo em outubro de 2017 foi de 8.611 novas vagas formais de emprego. "O setor continua contratando mesmo com o rompimento de 465 mil vínculos de planos médico-hospitalares entre outubro de 2017 e o mesmo mês do ano passado - retração de 1,0% no total de beneficiários", aponta Carneiro. Considerando todo o ano de 2017, a cadeia da saúde suplementar apresentou um saldo positivo de 74.687 empregos. 
Na análise do mesmo período por subsetor, o segmento de Fornecedores foi o que apresentou maior crescimento, de 2,2% na base comparativa, seguido por Prestadores, com alta de 1,9%, e Operadoras, com expansão de 1,5%, respectivamente. Na cadeia produtiva da saúde suplementar, o subsetor que mais emprega é o de prestadores de serviço (médicos, clínicas, hospitais, laboratórios e estabelecimentos de medicina diagnóstica), correspondendo a 2,4 milhões de ocupações, ou 71,5% do total do setor. Já o subsetor de fornecedores emprega 821 mil pessoas, 24,1% do total. As operadoras e seguradoras empregam 151,2 mil pessoas, ou seja, 4,4% da cadeia. 
Para deixar mais clara a relação entre os empregos gerados pelo setor de saúde suplementar e o conjunto da economia nacional, o Iess criou um indicador de base 100, tendo como ponto de partida o ano de 2009. Em outubro de 2017, o índice para o estoque de empregos da cadeia suplementar foi de 136, mesmo nível do mês anterior. Já o número-índice da economia total subiu pela primeira vez em 10 meses, de 109 para 110. 

Fonte: Monitor Mercantil