Aplicativo para ajudar usuários a detectar ritmos cardíacos irregulares

05/12/2017 | 08:24

 

O gigante da alta tecnologia dos EUA, Apple Inc., lançou quinta-feira o aplicativo "inovador" Apple Heart Study, o primeiro programa de software desse tipo em um dispositivo móvel que usa o sensor de frequência cardíaca do Apple Watch para coletar dados sobre ritmos cardíacos irregulares e notificar usuários que possam ter ritmos cardíacos anormais. 
"Para calcular a frequência cardíaca e o ritmo, o sensor do Apple Watch usa luzes LED verdes piscando centenas de vezes por segundo e fotodiodos sensíveis à luz para detectar a quantidade de sangue que flui através do pulso do usuário," afirmou a Apple em seu site oficial. 
O sensor na parte inferior do Apple Watch possui um design ótico único capaz de coletar sinais de quatro pontos distintos no pulso dos usuários do Apple Watch que quando combinado com algoritmos de software poderosos, isola ritmos cardíacos de outros ruídos, identificando assim um irregular ritmo do coração. 
A Apple disse que o aplicativo está disponível para dispositivos iOS somente na loja de aplicativos dos EUA, que têm 22 anos ou mais e possuem um Apple Watch Series 1 ou posterior. Ele requer iOS 11.0 ou posterior e é compatível com dispositivos móveis a partir da versão inicial do iPhone 5s e iPhone 6 até o mais recente iPhone X. 
O aplicativo da Apple, parte de um estudo em colaboração com Stanford Medicine, a divisão médica da Universidade de Stanford, com sede no Vale do Silício, que visa estabelecer o uso potencial de produtos como o Apple Watch para detectar fibrilação atrial (AFib) - uma condição associada com risco aumentado de acidentes vasculares cerebrais e insuficiência cardíaca. 
Todos os anos nos EUA, fibrilação atrial que pode levar à formação de coágulos sanguíneos provoca 130 mil mortes e 750 mil hospitalizações, e muitas vezes não é diagnosticada porque muitos pacientes não apresentam sintomas prévios. 
"Toda semana, recebemos incríveis cartas de clientes sobre como o Apple Watch afetou suas vidas, inclusive aprendendo que eles têm AFib. Essas histórias nos inspiram e estamos determinados a fazer mais para ajudar as pessoas a entender sua saúde," disse Jeff Williams, COO da Apple.

Fonte: Monitor Mercantil