Medicamentos: O jeito é pesquisar e buscar benefícios

A fim de economizar com medicamentos, a professora Maria Eduvirge Marandola lembra que os idosos podem lançar mão dos medicamentos genéricos e também ir às farmácias populares, que oferecem medicamentos gratuitos ou a preços menores. Postos de saúde também oferecem medicamentos gratuitos, e algumas farmácias possuem cartões de fidelidade com planos especiais para aposentados. Importante também é pesquisar preços, pois os valores podem variar de um estabelecimento para outro. 
Isso é o que faz o dentista aposentado Lúcio Nuremberg Moreira. Das duas farmácias perto de sua casa, ele compra na que oferece o medicamento com preços mais baixos. A dona de casa Francisca Nunes, por sua vez, manda manipular o cálcio que precisa tomar todos os dias. "Sai mais barato." Outros medicamentos ela vai buscar em um programa do Governo do Estado que oferece medicamentos gratuitos à população. 
Os planos de saúde também podem ser revistos e trocados pelos mais básicos. "Já vi pessoas arcando com planos de saúde de valores extremamente elevados, que ao longo da vida vão pesando cada vez mais", observa Maria Eduvirge. 
SEM IMPULSO 
Em nota enviada por e-mail à FOLHA, a Agência Nacional de Saúde (ANS) orientou os consumidores a se informarem bem antes de escolher o tipo de plano de saúde que deseja contratar. "A principal recomendação é que a contratação de um plano de saúde seja pensada de acordo com as necessidades do consumidor e de seus familiares e que não seja uma decisão por impulso." A pesquisa, continua a nota, envolve a avaliação do valor das mensalidades, a rede conveniada ao plano, o tipo de acomodação oferecida (quarto ou enfermaria) e a abrangência para o atendimento (local, estadual, regional ou nacional), por exemplo. 
A ANS também informou que estão disponíveis, no site da Agência (www.ans.gov.br), ferramentas que podem ajudar o consumidor a fazer a melhor escolha, como a consulta e comparação dos planos disponíveis no mercado, o preço médio dos produtos das operadoras e a avaliação das operadoras.

Fonte: (Mie Francine Chiba - Folha de Londrina-25.01)