Dieta: Como eliminar os alimentos industrializados da sua vida

Sim, eles são práticos, rápidos de consumir e não tomam quase tempo algum na preparação. Mas você já ouviu falar do perigo que causam ao nosso corpo? Pois isso não é lenda. Os aditivos químicos encontrados nos alimentos industrializados causam obesidade, hipertensão, diabetes e até câncer.

Isso porque dentro deles há uma série de substâncias para torná-los mais atraentes ao seu paladar, mas que são um verdadeiro veneno para nossos corpos, como corantes, aromatizantes, adoçantes, conservantes, antioxidante, entre outros.

Devido a grandes descobertas da ciência – inclusive, um estudo britânico apontam que os industrializados aumentam também o risco da depressão -  muitas pessoas estão trocando eles por uma dieta mais saudável. “É preciso pensar nos malefícios ao organismo e procurar investir em uma mudança de hábitos gradativa, mesmo que pareça difícil de conseguir no início”, aconselha a nutricionista Renata Alvarenga.

O que eu ganho com a mudança?
Você não só evita doenças, como melhora a qualidade na sua saúde. “[A alimentação saudável] aumenta a disposição do corpo, diminui a intoxicação do organismo, treina o paladar experimentando novas preparações e, de quebra, ainda favorece o emagrecimento, se for este o objetivo”, explica Renata.

Baby steps
Você já sabe que toda mudança requer força de vontade, portanto a primeira regra é perseverança. Comece devagar, eliminando ou diminuindo o consumo de sucos de caixinha e refrigerantes. “Opte por suco de frutas natural, água, chás ou água de coco”, ensina.

Cuide também do seu café da manhã. Substitua cereal matinal, os biscoitos por frutas e grãos in natura. E por falar em cereal, há uma grande polêmica com as barras. A mídia internacional vive alertando que as “barrinhas” possuem muito mais açúcar que uma lata de refrigerante e mais gordura do que o queijo, corante, aromatizante, entre outros. Geralmente, as empresas usam um xarope de milho rico em frutose, que é um adoçante artificial que faz mal à saúde. Diante disso, que tal trocar a barrinha por uma fruta?

O passo seguinte
Quando começar a se sentir confortável com a mudança dos líquidos, é a vez dos sólidos. A primeira a ir embora são as comidas prontas congeladas. Para isso, seja sistemática. “Tente organizar-se para, uma vez por semana, se dedicar um dia para comprar alimentos naturais e deixar pré-preparados na geladeira e congelador para o consumo ao longo da semana”, ensina a nutricionista. Segundo ela, vale investir em verduras, legumes, grãos e carnes magras como um frango grelhado ou peixes.

Menos sal, mais temperos
Reduzir sua quantidade é imprescindível. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo de menos de 2 g de sódio por dia. Isso equivale a 5 g de sal. No entanto, o brasileiro médio consume mais que o dobro dessa quantidade. E os produtos industrializados são a maior fonte do sal.

“Diminua o sal e invista em temperos para dar sabor à comida, como manjericão, salsa, alecrim, entre outros”, diz. E não vale investir em temperos prontos, hein?

Latinhas perigosas
O sódio está presente em enlatados, embutidos e conservas, portanto prefira sempre consumir alimentos naturais. “Esses alimentos de prateleira, com prazo de validade muito longo, contém substâncias que intoxicam e inflamam o organismo, contribuindo para o desenvolvimento de doenças ao longo do tempo”, avisa.  São elas hipertensão, obesidade, aumento das taxas de colesterol, diabetes, gastrites, câncer, entre outras.

E os pacotinhos?
Não é porque o alimento está em um saquinho que ele entra na categoria dos industrializados. Você precisa ficar atento para o processo de produção. “O arroz e o feijão em saquinhos são alimentos que não passaram, ainda, por processos de cocção, portanto, são considerados como alimentos naturais”, diz.

Já salsicha, linguiça e outras carnes processadas contêm toneladas de sal, nitrato de sódio, corantes, conservantes e aromas artificiais. E pior: elas são expostas a condições extremas de calor e pressão, o que cria ligações resistentes a enzimas. O organismo então não consegue separá-los. Resultado: elimina-os sem digerir. O pior é que alguns casos o resíduo pode ser tóxico.

Fonte: (G1)