A malhação não está funcionando? Ciência dá respostas para seu problema

Seu programa de ginástica não está funcionando? Pesquisa e experiência acumulada indicam que muitas pessoas que começam um novo programa de exercícios veem pouca ou nenhuma melhora na saúde e forma física mesmo após semanas seguindo rigorosamente a nova rotina.

Entre os cientistas da boa forma, essas pessoas são conhecidas como "não responsivas". Seus corpos simplesmente não reagem ao exercício feito. E quando perdem o ânimo, costumam voltar a ser sedentários.

Mas um novo estudo inspirador que chega na hora certa sugere que os não responsivos a uma forma de exercício podem provavelmente mudar para outro programa de exercícios ao qual seu corpo irá responder. E um teste simples que pode ser feito em casa vai ajudá-lo a determinar o quanto a malhação está funcionando no seu caso.

Um dos primeiros grandes estudos a relatar o fenômeno dos não responsivos apareceu em 2001, quando pesquisadores avaliaram dados de dezenas de estudos publicados anteriormente sobre corrida, ciclismo e outros exercícios de resistência.

Os estudos mostravam que, no geral, o treino de resistência aumentava esse quesito, mas quando os pesquisadores examinaram os resultados individuais, as variações eram impressionantes. Algumas pessoas melhoraram a resistência em até 100%, enquanto outras ficaram em pior forma física, ainda que seguissem a mesma rotina de exercícios.

Idade, sexo e etnia não importavam, segundo os pesquisadores. Jovens e velhos tiveram respostas atípicas, bem como mulheres e homens, voluntários negros e brancos. Curiosamente, a não resposta aos treinos de resistência é uma característica familiar, de acordo com os cientistas, sugerindo que a genética provavelmente desempenhe um papel importante na maneira pela qual os organismos reagem ao exercício.

Desde então, outros pesquisadores constataram que as pessoas podem ter reações extremamente inconstantes a exercícios com peso, com algumas ganhando força e massa, enquanto outras perdem as duas.

E um estudo publicado ano passado concentrado em intervalos de treino intenso concluiu que algumas pessoas mal e mal ganhavam resistência com esse tipo de rotina, enquanto outras floresciam, aumentando enormemente o condicionamento físico.

Esses estudos, contudo, não foram criados para nos dizer se alguém que se beneficiou ou não com uma forma de exercício pode se dar bem com outra.

Assim, para o novo experimento, que foi divulgado em dezembro pelo periódico "PLOS One", pesquisadores da Universidade da Rainha, em Kingston, Ontário, e da Universidade de Ottawa, ambas do Canadá, decidiram se concentrar intencionalmente em se um não responsivo a uma forma de exercício poderia se beneficiar trocando para outra.

Eles começaram reunindo 21 homens e mulheres saudáveis e determinando seu volume máximo de oxigênio, isto é, quanto oxigênio os pulmões podem entregar aos músculos, a frequência cardíaca e outros parâmetros fisiológicos relacionados ao condicionamento aeróbico.

A seguir, fizeram cada voluntário completar dois tipos bem diferentes de exercícios. Cada regime de treinamento durava três semanas, e os pesquisadores esperaram vários meses antes do começo do novo, para que os voluntários pudessem voltar ao condicionamento básico.