Consumo de aminoácido taurina pode ter ligação com a longevidade

Fisiologista destaca que trabalhos científicos atribuem como hipóteses para este efeito o controle de ansiedade e estresse, a redução do cortisol e melhora da qualidade do sono

Existem algumas evidências que levam a ciência a pesquisar informações que se atribui muitas vezes a crenças populares, frequentemente com fortes indícios de veracidade. Uma dessas informações é extremamente intrigante e se refere à um aminoácido denominado taurina.

Existe uma ilha no Japão chamada Okinawa, que é denominada “Ilha da Longevidade” em razão que apresentar o mais alto índice de indivíduos com mais de cem anos de idade, segundo estatísticas da Organização Mundial de Saúde (OMS). O fato que despertou o interesse da ciência foi a constatação de que, entre os fatores de natureza nutricional, o que os habitantes dessa ilha apresentavam em comum era um alto índice de consumo do aminoácido taurina.

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Alguns trabalhos científicos encontraram uma forte correlação entre o consumo de taurina e a longevidade, atribuindo como hipóteses para este efeito o controle de ansiedade e estresse, a redução do cortisol e melhora da qualidade do sono.

Esta conexão entre taurina e longevidade foi considerada por alguns pesquisadores tão forte que em alguns trabalhos científicos o aminoácido foi chamado de “A Molécula Maravilha”. Os outros benefícios que têm sido pesquisados em relação à taurina são alguns mecanismos cardioprotetores e vasculares, diminuindo a incidência de arteriosclerose, infarto do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais. Sem dúvida, são fatores responsáveis por altos índices de morte súbita.

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Agora, se estas evidências vão ser realmente confirmadas pela ciência de forma incontestável, só o tempo vai dizer. Vale lembrar que existe um episódio semelhante na descoberta do ômega 3, cujos efeitos terapêuticos foram detectados a partir de evidências de seu alto consumo pelos esquimós, e a constatação de os mesmos apresentarem índices muito baixos de problemas cardíacos.

 

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Fonte: (Por Turibio Barros, Miami, EUA)