Dia mundial da Síndrome de Down: 300 mil pessoas para cuidar e incluir

 

A data, 21 de março, foi escolhida em alusão à trissomia do cromossomo 21, que acontece durante a gestação e causa a síndrome genética mais comum do Brasil

Desde 2006 o dia 21/03 ganhou novo significado. A data é para lembrar a trissomia do cromossomo 21, conhecida como Síndrome de Down, que atinge cerca de 300 mil indivíduos. São crianças e adultos que merecem respeito, garantia de direitos e oportunidades de inclusão.Pessoas com algumas limitações, e muitas potencialidades.

- Elas têm condições de participar de qualquer atividade, basta que se respeite o tempo delas. A retribuição é um carinho enorme emocionante – disse Olga Kos, vice-presidente do instituto que leva seu nome e desenvolve atividades com três mil crianças, jovens e adultos com algum tipo de deficiência intelectual em São Paulo.

Entre os projetos, a terceira Corrida e Caminhada pela Inclusão, com provas de 5 e 10km de corrida, além de 4km de caminhada, realizada domingo no Pacaembu. Leonardo Arruda, que tem Síndrome de Down, correu tranquilamente os 5km.

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- Estou muito mais feliz do que cansado, é muito bom ganhar essa medalha – disse.

Para quem não convive diariamente com pessoas com deficiência, foi uma oportunidade de quebrar tabus, como contou o atleta da seleção olímpica de ginástica, Ângelo Assumpção.

- A inclusão ajuda a combater o preconceito e a desenvolver o ser humano, abraçar essa causa é motivo de muita alegria – disse.

App monitora a saúde Down

Outra organização que aproveita a data para tentar melhorar a vida das pessoas com Síndrome de Down é a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Alunos e professores criaram um aplicativo para administrar cuidados com a saúde destes pacientes, o Elo 21. Disponível para Andoid e IOS, o app funciona como uma agenda virtual, reunindo todos os exames, consultas e relatórios médicos em um só lugar. Nele também estarão disponíveis novidades da área científica e dicas práticas para o dia a dia das famílias.


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- Acompanho as famílias de perto e sentíamos falta de um canal único de comunicação para todos os profissionais da rede de atendimento, que geralmente incluem fonoaudiologista, fisioterapeuta e médicos.  Assim é possível perceber como está a evolução em cada área – diz Carla Franchi Pinto, doutora do Departamento de Ciências Patológicas da FCMSCSP.

Ela destaca ainda a importância do aplicativo para a área científica, já que coleta dados para pesquisas, terapias e atendimentos à saúde. E assim buscar melhor qualidade de vida para 300 mil pessoas.

Fonte: (Eu Atleta/Carla Gomes Rio de Janeiro)